Como atuamos

Edital 2013


A Fundação Tide Setubal investe em ações de fortalecimento das organizações locais por meio de formações que possam contribuir com suas atuações no trabalho com os jovens no território. O aprimoramento da prática educativa das 10 organizações selecionadas por edital, realizado em parceria com a FICAS e a Casa 7, foi a diretriz de 2013. Associação de Arte e Cultura Periferia Invisível, CECCRA Ademir de Almeida Lemos, Centro de Educação Popular da Comunidade Nossa Senhora Aparecida,Centro de Profissionalização e de Apoio ao Emprego (Cepae), Instituto Nova União da Arte (NUA), Movimento Cultural Penha, Movimento de Orientação à Criança e ao Adolescente (MOCA), Programa Social Gotas de Flor com Amor, União Cidade Líder Pró Melhoramento do Bairro , União de Núcleos, Associações e Sociedades de Moradores de Heliópolis e São João Clímaco (UNAS) foram o grupo do quinto ano de edital de apoio à organizações locais. A participação de dois jovens de cada instituição em capacitações de pesquisa sobre seu território e a inclusão de instituições da zona sul da cidade foram novidades em 2013..

Quatro módulos ONG/Família, ONG/Escola, ONG/Parceiros e ONG/Entorno estruturam o curso com duração de nove meses. Os módulos incluíram a construção do passo a passo de um plano educativo, execução de um miniprojeto de articulação e a apresentação de práticas educativas em diálogo com as propostas de Paulo Freire, Jean Piaget, entre outros.

Pesquisar a realidade onde vivem e ampliar as referências sobre sua comunidade foi o foco da formação dos jovens. As pesquisas permeavam temas como transporte, infraestrutura, habitação, educação, cultura, esporte e lazer, segurança e saúde. Os participantes elaboraram um questionário com 30 perguntas que foi aplicado na comunidade e tabulado em forma de vídeo.

Novos conhecimentos, aproximação de teoria e prática, reconhecimento da presença e do envolvimento com o entorno e troca de experiências foram destaques nos resultados da formação entre as organizações. A descoberta de um novo olhar para a comunidade foi destaque entre os jovens.

 “Cada ONG tinha uma área mais desenvolvida, e íamos trocando experiências. A coisa que ficou mais forte foi essa troca entre as organizações, que vai bem de encontro com essa questão de fortalecimento do 3º setor, que é o foco das organizações que prepararam essa formação.”

Jairo Araldi, 32, diretor de projetos do Instituto Nova União da Arte – NUA.

“Amadureci muito com esse projeto, pois aprendi a ter um olhar mais amplo”, disse ela, que também reforçou a importância do projeto para que entendesse sua própria comunidade. “Vi coisas na minha comunidade que eu nunca tinha parado pra pensar. Descobri também que eu poderia trazer melhorias para minha comunidade”

Bruna Furtado, 16, jovem do Centro de Educação Popular da Comunidade Nossa Senhora Aparecida

“Depois dessa formação minha aula vai ser outra coisa. O que eu vi na faculdade de teoria, nessa formação eu vi na prática"

Sandra Conceição, 45, coordenadora pedagógica do Centro de Educação Popular da Comunidade Nossa Senhora Aparecida

“Conheci minha comunidade, descobri coisas que eu nunca imaginei que ela passava e, com as pesquisas, fiquei conhecendo meu bairro”

Caroline Alves dos Santos, 14, é uma dos jovens do CEPAE que também participou da formação