Como atuamos

Programação do dia 08/11 - quarta-feira


Associação Esportiva e Cultural 100ZALA

Rua Maria Branca, 471 – São Miguel Paulista

 

8h30 às 10h30 – Fios de Histórias

Professora convida ex-alunos da EMEF José Honório Rodrigues para participar dos Jogos de Incentivo à Leitura, realizando leituras com base no tema do Festival do Livro e da Literatura de São Miguel deste ano, que é equidade racial. Como registro desse reencontro, será realizada a confecção de artesanatos, como bordado ou pintura em tecido.

Público: alunos da EMEF José Honório Rodrigues

 

10h30 – Contação de História – “Dikeledi e as Voltas que o Mundo Dá”, com Núcleo Histórias de Comadres

O Núcleo Histórias de Comadres encontrou nos instrumentos musicais presentes no universo da capoeira de Angola a inspiração para criar narrativas e imagens. Dikeledi é uma princesa que nasceu para trazer a paz entre os povos da África. Ela cresce aprendendo com seu avô as lições sobre as voltas que o mundo dá e, ao morrer, tem seu corpo “encantado” num instrumento nunca antes visto, o berimbau.

 

Biblioteca Paulo Leminski do CEU Parque Veredas

Rua Daniel Muller, 347 – Itaim Paulista

 

14h30 – BagunSarau recebe Trupe Rosa Vermelha

Evento festivo mensal da Biblioteca com leitura de poesias e apresentações artísticas diversas recebe a Trupe Rosa Vermelha, com o projeto Cantos e Contos em Cordel, uma intervenção artística que envolve teatro, músicas populares e afro-brasileiras e literatura de cordel com temática afro, na qual serão homenageadas as guerreiras negras Dandara e Aqualtune e também o Quilombo dos Palmares. Partindo da contação de histórias e da música ao vivo, a Trupe Rosa Vermelha pretende recriar esse universo junto ao público, por meio do imaginário popular presente na literatura de cordel.

 

Biblioteca Raimundo de Menezes

Avenida Nordestina, 780 – São Miguel Paulista


9h30 às 10h30 – 1° Mostra Ururaí de Cinema e Audiovisual – Curta-Metragem “Preto no Branco”

Roberto Carlos, 20 anos, jovem negro, é abordado por policiais e levado para delegacia. Uma jovem o acusa de roubo. Ele jura inocência. Quem fala a verdade? Essa é a história retratada no curta-metragem “Preto no Branco”, com direção de Valter Rege, que é formado em Rádio e TV pelo Centro Universitário Belas Artes e autor da obra “Sempre Amigos”, publicada pela editora Multifoco, em 2013. Também é diretor de obras audiovisuais e roteirista, além de ser youtuber e profissional da equipe da Academia de Filmes, reconhecida produtora de filmes de São Paulo. Após a exibição, haverá uma roda de conversa entre o público e o diretor Valter Rege, com mediação de Andrio Candido.

 

Biblioteca Vicente Paulo Guimarães

Rua Jaguar, 225 – Vila Curuçá

 

14h – Apresentação Musical – Roberta Oliveira & O Bando de Lá

Conhecida pela beleza da voz e expressividade no palco, a cantora Roberta Oliveira é tida atualmente como uma das revelações do samba paulista. Completando cinco anos de parceria musical com O Bando de Lá, a artista nascida em Campinas (SP) se destaca também pela singularidade do repertório, que traz influências do samba rural, cantigas de terreiro e sambas da velha guarda. O grupo Roberta Oliveira & O Bando de Lá surgiu em 2012 e, nesses cinco anos de trajetória, prova a importância da resistência artística de um conjunto que, mesmo inserido no contexto contemporâneo do samba, conquistou espaço e notoriedade pelo trabalho de pesquisa musical. Com seu repertório singular, a banda contribui para levar adiante uma herança musical por vezes esquecida ou até desconhecida pelo atual público da metrópole.
 

CCA Vila Itaim

Rua Salinas de Mossoró, 197 – Vila Itaim

 

14h30 – Contação de Histórias – “Uma Baobá de Histórias”, com Cia. Terezinha

Obax, uma menina negra das savanas que adora aventuras! Inteligente e criativa, inventar histórias e aventuras é sua brincadeira preferida. Em uma sociedade de conceitos estáticos e cheia de misoginia, é fundamental trazer a menina negra como protagonista e plantar desde a infância a semente de que uma menina pode ser o que ela quiser!

 

15h às 17h – Show Literafro

Um show literário com recitação de afropoesias de autoria das crianças e dos adolescentes do CCA Vila Itaim. Durante o Literafro, serão distribuídos para a plateia livretos de poesia confeccionados pelos jovens. Venha participar desse lindo encontro com apresentação de danças afro, teatro e capoeira, com o Grupo Brincapoeirar.

 

Centro Social Marista Irmão Justino

Rua Catleia, 50 – União de Vila Nova

 

8h30 às 11h30 – Pedalada Literária, com Sarau Letras Pretas

A Biblioteca Interativa do Centro Social Marista Irmão Justino, em parceria com os educadores e os educandos do projeto Conviver Marista, realizará uma pedalada literária saindo do Centro Social, localizado no bairro de União de Vila Nova, com destino à Praça Morumbizinho. Durante o percurso, haverá parada para a leitura e distribuição de poemas de escritores e escritoras negras para todos os moradores da região. Ao chegar à Praça Morumbizinho, será realizado um lindo Sarau Letras Pretas com os participantes da Pedalada Literária.

 

EE Carlos Gomes

Avenida Antônio Bernardo Silvestre, 203 – Vila São Silvestre

 

14h – Sarau Afro

Declamação de poesia, exposições e apresentações de dança e música que trazem questões como o racismo e a intolerância religiosa para serem refletidas dentro do cenário escolar.

Público: alunos da EE Carlos Gomes

 

14h – Contação de História – “Dikeledi e as Voltas que o Mundo Dá”, com Núcleo Histórias de Comadres

O Núcleo Histórias de Comadres encontrou nos instrumentos musicais presentes no universo da capoeira de Angola a inspiração para criar narrativas e imagens. Dikeledi é uma princesa que nasceu para trazer a paz entre os povos da África. Ela cresce aprendendo com seu avô as lições sobre as voltas que o mundo dá e, ao morrer, tem seu corpo “encantado” num instrumento nunca antes visto, o berimbau.

 

16h às 17h – Pedágio Poético

O Pedágio Poético pretende, por meio da poesia, alterar o cotidiano dos moradores e pedestres que transitam pelo local. Nesta intervenção, as alunas e os alunos representarão diferentes personalidades importantes para a história e para a sociedade. Durante o fechamento do farol localizado na rua da escola, eles formarão placas humanas com trechos de reflexões e poemas sobre a igualdade racial.

 

EE Deputado João Dória

Rua José Alves Irmão, 30 – Itaim Paulista

 

9h15 – Leitura Poética – “Acorda Sociedade”

A escola amanhecerá com a leitura da poesia “Acorda Sociedade”, escrito pelas alunas Viviane Bonfim Cordeiro e Alice da Silva Lima, do 1° ano do Ensino Médio. O poema é uma condenação e um questionamento à permanência da prática discriminatória direcionada ao povo negro.

 

 

9h20 – Apresentação de Dança – “A Carne”, com CCA Thiago Abdalla Fiuza

“A Carne” (intérprete: Khrystal Saraiva) é uma reflexão sobre a discriminação e a marginalização do cidadão negro pela cor de sua pele, vendidos como escravos, açoitados e trazidos para o Brasil como mercadoria e não como seres humanos. Nesta apresentação, a poética lembrança e afirmação de que negro é meu sangue, é o seu sangue, é a herança de lutas, esperança de vitórias e triste medo de futuros retrocessos sociais.

 

9h30 – Apresentação de Dança – “Testando”, com CCA Thiago Abdalla Fiuza

Apresentação de dança livre, com Ellen Oléria, na qual, numa mescla de dança contemporânea e hip hop, a coreografia transita entre os estilos, revelando imagens diversificadas da realidade cotidiana de moradores das grandes periferias e a discriminação sofrida por estes.

 

9h40 – “Dom Quixote de La Mancha”

A peça teatral apresenta as aventuras de Dom Quixote e Sancho Pança na versão do musical “O Homem de La Mancha”, de Miguel Falabella. O roteiro chama a atenção para questões como a loucura, o abandono, o abuso sexual e a prostituição, mescladas ao humor das personagens e as músicas que constituem a história. Com adaptações inseridas pelos alunos do grupo de teatro Sintonia das Artes, da EE Deputado João Dória, o espetáculo ainda mistura a linguagem do teatro e da música com a arte do circo. Uma apresentação imperdível!


11h40 – Preconceito

A atividade tem como objetivo levar o público a refletir sobre as formas de preconceito existentes na sociedade, principalmente o preconceito contra o negro, provocando mudanças de atitudes diante dessa realidade, resgatando a autoestima, a valorização da beleza negra e a importância do respeito às diferenças. A apresentação será composta de músicas, relatos e cartazes sobre a temática.


11h50 – Todos Somos Capazes – O Outro Lado do que Falam de Nós

A apresentação utilizará a linguagem da dança contemporânea, utilizando a música “Let It Go” (intérprete: James Bay), para mostrar que todos são capazes de realizar o que acreditam e que o amor é para todos, de todas as formas, sem distinção ou rótulos.

 

12h – Respeito à todas e todos

O principal objetivo da ação performática é a conscientização sobre o racismo e a homofobia. Por meio da linguagem da performance, alunos do Ensino Médio abordam os sofrimentos da escravidão e a evolução do preconceito à diversidade. A performance busca ilustrar as raízes do preconceito, a permanência dessa prática e os reflexos causados.

 


15h30 – Samba de Roda

O samba de roda é uma mistura de dança, música e poesia originada no estado da Bahia que, com seu estilo musical afro-brasileiro e sua dança, se associa à capoeira. Já foi utilizado como forma de enfrentar a censura, a perseguição e a rejeição social, que viam em manifestações culturais negras uma agressão ao valores morais. Hoje, um estilo de dança respeitado e tido como patrimônio imaterial, presente em sua forma contemporânea na obra de diversos compositores baianos.


15h40 – Coco

Ritmo típico da Região Nordeste do Brasil, carrega em suas origens influência indígena e africana. A apresentação será uma demonstração do ritmo e um convite a dançar.

 

EMEF Antonia e Artur Begbie

Rua Ilha de Maruí, 100 – Jardim Campos

 

10h às 14h – Passagens Begbienianas

Apresentações de poesias, canto e danças culturais em 16 espaços temáticos.

 

14h – Contação de Histórias – “Histórias da África Mãe”, com Cia. Casa das Marias

As Marias trazem na mala contos com sabor de dendê, ao som de tambor e xequerê. Trazem histórias do além-mar... como a da esperta Aranha Anansi e dos arteiros irmãos Ibejis. Histórias dos sábios do Egito e das Arábias. De Angola e do Brasil. Histórias de muitas Áfricas, que, ainda hoje, contribuem para a formação da cultura brasileira. Neste encontro, poderemos conhecer contos como “O Macaco e a Boneca de Cera”, “O Bicho mais Poderoso do Mundo”, “Os Gêmeos que Enganaram a Morte” e “Contos de Anansi”.

 

EMEF Armando Cridey Righetti

Rua Cordão de São Francisco, 797 – Vila Aimoré

 

17h e 19h20 – Oficina de Fanzine, com Lucas Rocha

Os participantes aprenderão a criar um pequeno fanzine, confeccionado com recorte, colagem e xérox! Desenhando, escrevendo e usando a imaginação, poderão colocar pequenos textos, poemas, história em quadrinhos ou o que mais interessar!

Público: alunos da EMEF Armando Cridey Righetti

 

EMEF Dr. Pedro Aleixo

Rua Pau-d’Arco Roxo, 340 – Jardim Pedro José Nunes

 

8h30 – Pátio – Coral e Orquestra Pedro Aleixo

Abertura oficial dos trabalhos com a saudação do Coral e Orquestra da EMEF Dr. Pedro Aleixo.

 

9h às 17h – Pátio – Mostra de Cordéis – Cultura Afro e Sua Influência na Identidade Brasileira

A mostra de cordéis tem como objetivo valorizar a influência da cultura afro no Brasil e reconhecê-la como elemento essencial para a formação da identidade brasileira.

 

9h às 17h – Sala 5 – Príncipes e Princesas Africanos

Se você acha que já sabe tudo sobre príncipes e princesas, você precisa explorar, junto com os alunos do 4° ano da EMEF Dr. Pedro Aleixo, toda a riqueza cultural africana e seu grande legado por meio da Mostra Príncipes e Princesas da África.

 

9h às 17h – Sala de Informática – Exposição – Meu Primeiro Livro

Exposição dos livros criados pelos alunos do 1° ano, fruto de um projeto entre a sala de aula e a sala de informática.

 

9h – Pátio – Roda de Conversa – Há Racismo no Brasil?

Rodas de conversa sobre racismo baseadas em narrativas autobiográficas, bem como em leituras e curtas-metragens que serão elementos provocadores para os debates.

 

10h – Bosque – Quilombo Literário

Reprodução do dia a dia em uma comunidade quilombola do século XIX, como símbolo de resistência e liberdade, por meio de poesia, arte, dança, objetos e personagens importantes de nossa história.

 

10h30 – Pátio – Intervenção, com Sarau das Pretas

A dinâmica da apresentação conta com intervenções de poesia, dança afro e percussão, sendo sempre iniciadas e encerradas com uma intervenção da artista. No decorrer da ação, a poeta intercala suas declamações e intervenções com a participação do público. “A proposta do sarau é que haja esse diálogo, escuta, interação e participação do público por meio do microfone aberto, no qual qualquer pessoa pode se manifestar”, destaca Débora Garcia, integrante do sarau.

 

11h30 – Pátio Externo – Caixas Mágicas de Histórias

Toda a beleza do folclore africano e indígena escondida em caixas mágicas que prometem mexer com os sentidos e sentimentos de quem ousar conhecê-las. Uma experiência particular, única e inesquecível!

 

12h – Sala de Leitura – Contação de História – Contos Africanos

Um passeio pelos contos tradicionais africanos. Os mestres contadores de histórias recorriam a eles para ensinar vários assuntos sobre religião, história e valores, e sempre traziam um ensinamento, energia e capacidade para transformar o mundo.

 

12h30 – Pátio – “O Coelhinho que Não Sabia Ler”

Ele não queria saber de escola. Mas uma série de acontecimentos engraçados e desastrosos e a amizade verdadeira o fizeram mudar de ideia. Venha conhecer a emocionante história do Coelho Juquinha e seus amigos.

 

13h – Sala de Informática – Livro Interativo

Nestes livros que serão expostos, os personagens são as crianças da turma. Os alunos estarão, literalmente, dentro do livro, que, além disso, terá um caráter interativo, ou seja, imagens e áudio ao mesmo tempo.

 

13h30 – Sala de Leitura – “O Grande Baobá”

Você conhece a lenda do baobá? Saiba por que lá estão depositadas as mais lindas histórias africanas. Esta lenda e outras histórias lá escondidas com certeza vão emocionar você e toda sua família.

 

14h – Sala 3 – Oficina de Turbantes

Descobrir e vivenciar no próprio corpo a beleza da mulher negra por meio dos turbantes e da afirmação do cabelo afro.

 

14h – Sala 2 – A Arca de Noé e a Beleza Africana

Os alunos das turmas de 1° ano se inspiraram em Noé, que foi escolhido para construir uma grande arca e, assim, abrigar casais de animais para protegê-los do dilúvio. O projeto desenvolvido ao longo do ano letivo apresenta a exposição dos livrinhos produzidos pelos alunos repletos de fichas técnicas e verbetes de curiosidades sobre animais de A a Z. Revela também pesquisas sobre os animais africanos, declamação de poemas e culmina com uma belíssima apresentação musical do álbum “Arca de Noé”, de Vinícius de Moraes.

 

14h30 – Sala de Leitura – Contação de História – Contos Africanos

Um passeio pelos contos tradicionais africanos. Os mestres contadores de histórias recorriam a eles para ensinar vários assuntos sobre religião, história e valores, e sempre traziam um ensinamento, energia e capacidade para transformar o mundo.

 

14h30 – Sala 1 – Poesias ao Pé do Ouvido

Poesia por si só já é um deleite. Recitadas ao pé do ouvido por uma doce voz infantil é uma daquelas experiências que não se devem deixar passar.

 

14h30 – Pátio – #Manifeste-se

Usando balões de HQ, dê o seu recado contra a discriminação na luta por um mundo melhor. Registre sua foto e compartilhe em suas redes sociais. Vamos fazer essa mensagem viralizar. Junte-se a nós! Participe! Manifeste-se!

 

15h – Pátio – SarauLino

Venha declamar e sentir todo o poder da poesia da mulher negra. Resistência: esse é o nosso lema!

 

16h – Sala 1 – Poesias ao Pé do Ouvido

Poesia por si só já é um deleite. Recitadas ao pé do ouvido por uma doce voz infantil é uma daquelas experiências que não se devem deixar passar.

 

16h – Pátio Externo – Jogo – Personalidades

Uma atividade dinâmica e enriquecedora. Quem são os grandes nomes do povo negro? Quais são suas histórias e contribuições para a humanidade? Histórias muitas vezes esquecidas ou pouco faladas. Venha jogar com a gente e conhecer um pouco mais desse importante legado.

 

16h30 – Pátio – Sarau da Ponta/Slam

Os poetas periféricos têm voz neste sarau coordenado pelo rapper Lucas Afonso, que ocupa a EMEF Dr. Pedro Aleixo com poesia e o livre pensar, além de abrir uma “batalha” de poesia entre os participantes – o Slam. Ao criar a ponte com escritores e escritoras das periferias, estudantes se inspiram, criam asas, valorizam sua autoestima, tornam-se melhores pessoas e protagonistas de suas histórias.

 

17h – Sala 1 – Poesias ao Pé do Ouvido

Poesia por si só já é um deleite. Recitadas ao pé do ouvido por uma doce voz infantil é uma daquelas experiências que não se devem deixar passar.

 

17h – Sala 4 – Oficina de Bonecas Abayomi

Confecção da tradicional boneca africana, feita com nós de retalhos de tecido, sem cola e sem costura, conhecida como Abayomi. Participe e aprenda a confeccionar essa boneca que faz parte da herança cultural dos negros africanos e afro-brasileiros.

 

17h30 – Sala de Leitura – Contação de História – Contos Africanos

Um passeio pelos contos tradicionais africanos. Os mestres contadores de histórias recorriam a eles para ensinar vários assuntos sobre religião, história e valores, e sempre traziam um ensinamento, energia e capacidade para transformar o mundo.

 

17h30 – Sala 3 – Oficina de Turbantes

Descobrir e vivenciar no próprio corpo a beleza da mulher negra por meio dos turbantes e da afirmação do cabelo afro.

 

EMEF Euzébio Rocha Filho

Rua Amparo da Serra, s/n – Parque Dom João Neri

 

8h – Calçada Literária

Os alunos da EMEF Euzébio Rocha Filho estarão com uma banca de troca de livros na calçada da escola, presenteando os transeuntes com leituras ao pé do ouvido.

 

9h – Mural Grafite – Hip Hop

Nesta intervenção com grafite, um dos quatro elementos da cultura hip hop, os alunos trabalharão de maneira interdisciplinar, tendo a oportunidade de explorar essa linguagem artística e se envolver em ações de registro e preservação do patrimônio escolar.

Público: alunos da EMEF Euzébio Rocha Filho

 

EMEF Henrique Felipe da Costa (Henricão)

Rua Patajuba, 18 – Jardim Campos

 

8h30 às 10h30 – Ocupação Artística pela Igualdade Racial

Venha participar da Ocupação Artística pela Igualdade Racial, repleta de ações como teatro, dança e muita música. Vamos realizar um grande abraço ao redor da escola, simbolizando o amor, o respeito por todas as etnias, raças e gêneros e festejar com danças, músicas, poemas e cartazes, promovendo uma reflexão sobre a igualdade racial.

 

10h30 – Contação de História – “O Pássaro Encantado”, com Lili Flor & Paulo Pixu

Um espetáculo de narração de histórias. Uma aldeia vivia muito feliz até que um dia um enorme pássaro surgiu e mudou completamente a história dessa comunidade. Um misto de música, oralidade e ancestralidade afro-brasileira faz desse encontro uma troca de notório saber.

 

EMEF José Honório Rodrigues

Rua do Pombo Correio, 50 – Jardim dos Ipês


8h às 11h – Oficina de Tranças Afros

A partir do conceito de práticas de leitura diária em sala de aula e do letramento, a oficina quer ampliar o conhecimento em relação à cultura africana e suas contribuições em todas as esferas da sociedade. Serão desenvolvidas diversas leituras referentes ao tema em questão, como o livro “Histórias da Preta”, de Heloisa Pires Lima, “Cartas entre Marias”, de Maria Isabel Leite, “Africanidades”, de Antônio Farias Leite, entre outros. Com o objetivo de trazer reflexões sobre as relações étnico-raciais e, em especial, o racismo. A atividade terá como produto final a Oficina de Tranças Afros e diversos textos de autoria dos alunos do 5° ano A.

 

11h às 12h – Apresentação Musical – A Influência Africana na Música Popular Brasileira

Com esta apresentação musical, vamos refletir sobre a influência africana na música popular brasileira, por meio de apreciação de músicas com a temática da afrobrasilidade e sobre a importância da luta do movimento negro no Brasil, por meio de músicas de grandes artistas afro-brasileiros. Haverá distribuição de dicas literárias indicadas pelos alunos e professores.

 

EMEF Milton Pereira Costa (antiga EMEF Vila Jacuí)

Rua Henrique Xavier de Brito, 221 – Jardim Pedro José Nunes

 

12h às 13h30 – Funga Alafia – Somos Amigos

Apresentação de dança, músicas e teatro e declamação de poesias voltadas à temática étnico-racial, valorizando as culturas africanas e afro-brasileiras.

 

EMEF Professora Wanda Ovídio Gonçalves

Rua Aristides de Basile, 18 – Jardim das Oliveiras

 

8h – Intervenção e Oficina de Lambe-Lambes – Poetizando as Ruas

Poetizando as ruas com a realização de oficina de lambe-lambes nos muros do território Texima, de poemas que retratam a luta e a resistência da população negra no Brasil.

 

EMEI Professor Dalmo Amaral Machado

Rua João Carlos Amat, 15 – Jardim das Oliveiras

 

10h – Contação de História – Vozes Negras

Contação de histórias que trazem as vozes negras da literatura infantil para as pequenas crianças da EMEI Professor Dalmo Amaral Machado.

 

EMEI Maria Quitéria

Rua Marfim Vegetal, 126 – Jardim Maia

 

9h às 10h – Oficina de Bonecas Abayomi

Símbolo de resistência, tradição e poder feminino, a boneca Abayomi é criada com pano sem nenhuma costura. Nesta oficina, as crianças soltam a imaginação e se divertem elaborando suas bonecas africanas.

Público: alunos da EMEI Maria Quitéria

 

10h – Contação de História, com Marcos Conceição

O contador de histórias resgata uma tradição milenar de povos que transmitiam seus conhecimentos pela oralidade. Os contos da tradição oral do Brasil e da África estão repletos de ensinamentos e aventuras.

Público: alunos da EMEI Maria Quitéria

 

10h às 11h – Contos Africanos e Confecção de Fantoches

Em um momento único com contos africanos, as crianças se divertem e criam um vínculo com a cultura africana apresentada. Após a contação, é hora de usar a imaginação e criatividade na Oficina de Confecção de Fantoches, com utilização de materiais recicláveis, como garrafas pet, colagem de crepom e canecalon.

 

Fábrica de Cultura da Vila Curuçá

Rua Pedra Dourada, 65 – Jardim Robru

 

15h – Biblioteca pelo Bairro, com a EMEF Euzébio Rocha Filho

A Biblioteca da Fábrica de Cultura da Vila Curuçá convida o público a conhecer José Moçambique e suas aventuras em busca do berimbau gunga pela história contada no livro “José Moçambique e a Capoeira”, de Joaquim Almeida.

 

Galpão de Cultura e Cidadania

Rua da Juruoca, 112 – Jardim Lapenna

 

14h – Ajeum – o Sabor das Deusas, com Priscila Novaes – Kitanda da Minas

A partir da sua ancestralidade afro-brasileira, Priscila Novaes, cozinheira, pesquisadora, proprietária da Kitanda das Minas, empreendimento social que utiliza a gastronomia afro-brasileira como instrumento de empoderamento feminino, realizará, na Oficina Escola de Culinária Jardim Lapenna, a oficina Ajeum – o Sabor das Deusas, que contará com a apresentação do livro que dá o título à oficina e que busca valorizar o trabalho realizado pelas mulheres quitandeiras e baianas de acarajé durante o período escravocrata e dar visibilidade à importante atuação dessas mulheres nas esferas políticas, econômicas e sociais. A oficina contará ainda com a preparação e degustação de iguarias como acarajé, vatapá, cocada de fita e outras. A Oficina Escola de Culinária Jardim Lapenna é uma iniciativa da Fundação Tide Setubal e está localizada no Galpão de Cultura e Cidadania.

Para participar da atividade, é necessário realizar inscrição prévia no dia 7/11, das 10h às 16h, no Galpão de Cultura e Cidadania. Público: a partir de 16 anos. Mais informações no telefone 2030-2537

 

14h – Sarau Vozes da Rua recebe o cantor e poeta Luck Vas

O Sarau Vozes da Rua foi criado por jovens do Jardim Lapenna, em São Miguel Paulista, como uma tentativa de fazer uma poesia que dialoga com a real situação nas periferias, buscando transformação nos locais por onde passa. Neste encontro, contaremos com a presença de Luck Vas, e o microfone estará aberto para você! Luck Vas é poeta, músico e ator. Integra-se no livro “Marginais Plácidos”, de 2015 (Slam do Grito), e na “Antologia Poética do Sarau do Peixe”, além de ter ficado entre os dez melhores poetas do Slam Br em 2016. Em seu mais recente trabalho, segue transbordando pura sensibilidade em seu EP “Entre Casas e Nuvens, a Trama”, no qual, com total sutileza, esmiúça sentimentos profundos, mostra que falar de amor também é um ato de resistência nos dias de hoje. Em cima disso, com muita maestria, cria as sensações mais peculiares e populares, com as quais todos os tipos de pessoas se identificam.

 

Mercado Municipal de São Miguel

Avenida Marechal Tito, 567 – São Miguel Paulista


10h – Sarau Ocupa recebe Yunei Rosa

O Sarau Ocupa faz parte do Movimento Cultural de Ermelino Matarazzo. O sarau acontece toda segunda e sexta-feira do mês e traz diversos temas e poetas para serem abordados no microfone aberto. O sarau contará com a participação do cantor de rap Yunei Rosa, que trará o ritmo ao qual deu o nome de swing rap soul, fragmentos da militância do rap, a sutileza da soul music e a elegância do R&B.

 

10h – Coletivo Estopô Balaio, com Escrita de Cartas – Cartas, a Quem Será que se Destina?
A atividade propõe a escrita de cartas como um ato narrativo de si em direção ao outro. A proposta do trabalho é transpor a narrativa oral de fatos e acontecimentos das histórias de vida dos participantes para a ideia de correspondência e fazer com que as cartas cheguem aos seus destinatários. As cartas são postadas no correio juntamente com uma foto tirada na hora com câmera Polaroide, revelando ao destinatário o processo de escrita das cartas. Algumas das cartas serão entregues ao Zumb.Boys para serem utilizadas durante a intervenção Dança por Correio.

 

Ocupação Cultural Mateus Santos

Avenida Paranaguá, 1633 – Ermelino Matarazzo

 

19h – 1° Mostra Ururaí de Cinema e Audiovisual – Curta-Metragem “Número e Série”

Em uma escola na periferia de São Paulo, quatro alunos tentam desvendar um mistério que ronda os muros e se esconde entre os cadeados e portões. Querô, Baleia, Diadorim e Pedro Bala enfrentam as regras e se arriscam em uma aventura. Acompanhe essa história no curta-metragem “Número e Série”, com direção de Jéssica Queiroz, que é formada no curso Técnico em Edição Audiovisual pelo Instituto Criar e Direção Cinematográfica na Academia Internacional de Cinema. Há cinco anos, faz edição de publicidade e trabalhou na Repense, Agência África e Talent Marcel. Após a exibição, haverá uma roda de conversa com a diretora do curta, Jéssica Queiroz, com mediação de Jô Freitas.

 

Parque Central do Itaim Paulista

Rua Antônio João de Medeiros, 226 – Itaim Paulista

 

9h – Encontro de Gerações – Contação de Histórias Afro e Roda de Conversa

Os alunos da EMEF Padre Nildo do Amaral Júnior, em parceria com os idosos atendidos pela UBS Atualpa, se reúnem para um encontro de gerações no Parque Central do Itaim Paulista para realizar contação de histórias a partir dos livros de literatura negra selecionados pelos alunos: “Afra e os Três Lobos Guarás”, “Cadernos Negros”, “Olhos d’Água” e “Omo-Oba”. Após a apresentação, será realizada uma roda de conversa para ouvir a opinião de todos participantes.

 

Praça do Forró

Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra – São Miguel Paulista


15h – Sarau MAP recebe Slam do Corre e EMEF Armando Cridey Righetti

O Movimento Aliança da Praça (MAP), que atua desde 2013 em São Miguel Paulista, mais uma vez convida a galera e abre espaço para a livre expressão artística. Venha compartilhar um pouco de sua arte e, aos poucos, quebrar as correntes ideológicas que nos ligam aos preconceitos enraizados em nossa sociedade. Juntamente ao evento, teremos uma edição especial do Slam do Corre, batalha de poesias autorais de até 10 segundos, “na quebrada o corre só é corre se só… Corre!”. Os alunos da EMEF Armando Cridey Righetti também estarão neste encontro valorizando a nossa cultura brasileira com apresentações de congada e de dança afro-brasileira.

 

Praça Morumbizinho

Praça Fortunato da Silveira (em frente à Universidade Cruzeiro do Sul) – São Miguel Paulista

 

9h às 10h15 – Contação de Histórias – Ondas Ancestrais, com Mariana Per e Renato Gama

Mariana Per e Renato Gama levam a experiência do curso Ondas Ancestrais, desenvolvido em pontos de atendimentos do BiblioSesc, para as crianças visitantes do Festival. O projeto incentiva a criação de narrativas com foco nas memórias ancestrais afro-brasileiras, em que os participantes possam construir uma narrativa com elementos que mesclam suas lembranças pessoais com a memória coletiva das narrativas ancestrais. Mariana Per é musicista, artista plástica e contadora de histórias. É pesquisadora de histórias africanas e afro-brasileiras com foco nas angolanas e congolesas. Renato Gama é músico, ator e compositor. Vocalista e violonista da banda Nhocuné Soul, também compõe trilhas para teatro e atua no coletivo de teatro Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes.

 

9h às 9h30; 9h40h às 10h10; 10h20 às 10h50; 11h às 11h30; 13h às 13h30; 13h40 às 14h10; 14h20 às 14h50; 15h às 15h30; 15h40 às 16h10 – Contos Africanos – Árvore da Palavra e da Vida, Múltiplas Histórias de Duas Sementinhas

Em ambiente lúdico, criado dentro da tenda, as crianças serão transportadas à África, seus costumes e tradições. Sentadas ao redor do grande baobá ou, se preferirem assim chamar, do embodeiro, ouvirão as histórias adaptadas do livro “A Semente que Veio da África”, de Heloísa Pires Lima, as aventuras de duas sementinhas que cresceram em lugares distintos; suas semelhanças, diferenças e valor que têm para o seu povo. A cada início e término da contação de histórias, as crianças serão convidadas pelos alunos do curso de Letras da Universidade Cruzeiro do Sul a repetir o ritual do povo africano, pronunciando em coro a expressão karigana ua karigana. Os ramos da grande árvore estarão à espera das crianças que a enfeitarão com palavras, formando o baobá, a árvore da palavra, ou com desenhos que representarão o embodeiro, a árvore da vida.

Público-alvo: crianças de 4 a 10 anos. Limite: 20 crianças por sessão

Agendamento: Universidade Cruzeiro do Sul, Campus São Miguel, curso de Letras. Telefones: 2037-5755 ou 2037-5756, falar com Lucas (manhã) ou Isabelle (tarde)

 

9h às 9h30; 9h40 às 10h10; 10h20 às 10h50; 11h às 11h30; 11h40 às 12h10; 14h às 14h30; 14h40 às 15h10; 15h20 às 15h50; 16h às 16h30; 16h40 às 17h10 – Plantão do Festival: Notícias sobre as Letras Pretas

Em um formato de telejornal ao vivo, jornalistas, interpretados por alunos do curso de Pedagogia e de Letras da Universidade Cruzeiro do Sul, vão noticiar fatos e curiosidades sobre a vida e a obra de autores negros, desde os clássicos, Machado de Assis e Cruz e Souza, até os escritores contemporâneos, como Conceição Evaristo, Kiusam de Oliveira, Carolina Maria de Jesus, Fátima Trinchão, entre outros. Após as notícias, na hora do comercial, o público será convidado para um jogo de tabuleiro interativo que abordará questões sobre as matérias do telejornal, a fim de despertar o interesse pela leitura das obras dos autores negros, bem como divulgá-las.

Público-alvo: crianças a partir de 10 anos, jovens e adultos. Limite: 20 pessoas por sessão

Agendamento: Universidade Cruzeiro do Sul, Campus São Miguel, curso de Letras. Telefones: 2037-5755 ou 2037-5756, falar com Lucas (manhã) ou Isabelle (tarde)

 

9h às 9h30; 9h40h às 10h10; 10h20 às 10h50; 11h às 11h30; 13h às 13h30; 13h40 às 14h10; 14h20 às 14h50; 15h às 15h30; 15h40 às 16h10 – “O Negro na História Fazendo História”

As crianças e os jovens serão recebidos ao som de um atabaque e cumprimentadas com expressões em iorubá. Depois disso, os alunos do curso de Letras da Universidade Cruzeiro do Sul vão convidar o público para entrar na máquina do tempo, onde será questionado e levado a uma viagem ao passado, anterior à escravidão. Passando por corredores, o público será guiado a assistir a uma encenação baseada na história “Elevador a Serviço”, de Cristiane Sobral, na qual serão discutidos temas como escravidão e racismo. Depois, um guia conduzirá o público a uma experiência sensorial, com músicas e imagens da cultura africana, que o levará, no final da atividade, a identificar os protagonistas da história. Ao saírem da tenda, as crianças e jovens escreverão um pedido em um pedaço pequeno de papel e amarrarão na árvore que simbolizará os desejos e a vida.

Público-alvo: infantojuvenil (de 3 a 14 anos). Limite: 15 pessoas por sessão

Agendamento: Universidade Cruzeiro do Sul, Campus São Miguel, curso de Letras. Telefones: 2037-5755 ou 2037-5756, falar com Lucas (manhã) ou Isabelle (tarde)

 

9h10 às 9h35; 10h às 10h25; 11h às 11h25; 11h35 às 12h; 13h35 às 14h; 14h15 às 14h40; 15h10 às 15h35; 16h às 16h25; 16h40 às 17h05 – Histórias Negras: o que Monteiro Lobato não Contou sobre Tia Nastácia e Tio Barnabé

A proposta desta atividade é uma pequena releitura do “Sítio do Pica-Pau-Amarelo”, que será recontado a partir das vozes dos personagens Tia Nastácia e Tio Barnabé, que são pouco descritos no decorrer da história principal. Pouco se sabe sobre a vida deles, suas origens e família. Nessa adaptação, criada pelos alunos do curso de Letras da Universidade Cruzeiro do Sul, esses personagens serão protagonistas e vão contar um outro lado da história.

Público-alvo: crianças a partir dos 4 anos, jovens e adultos. Limite: 20 pessoas por sessão

Agendamento: Universidade Cruzeiro do Sul, Campus São Miguel, curso de Letras. Telefones: 2037-5755 ou 2037-5756, falar com Lucas (manhã) ou Isabelle (tarde)

 

9h30 às 11h30 – Conversa na Praça – Intelectuais e Cientistas Negros – Uma Conversa com o historiador Carlos Machado e a cantora Lenna Bahule

Nesta conversa, vamos redescobrir os intelectuais e cientistas negros esquecidos em nossa história durante a passagem pela escola tradicional. Nessa viagem ancestral, a música da cantora Lenna Bahule vai nos inspirar. Carlos Machado é professor, mestre em História Social pela USP, professor da rede municipal de educação, pesquisador, palestrante e escritor do livro “Gênios da Humanidade – Ciência, Tecnologia e Inovação Africana e Afrodescendente” (Editora DBA). O livro fala sobre a população negra e a sua produção científica, tecnológica e inovadora milenar, que nos foi negada pela educação brasileira. Foi no continente africano que foi inventada a matemática, astronomia, química, filosofia, entre outras áreas do conhecimento. Lenna Bahule é cantora, natural de Maputo (Moçambique), radicada em São Paulo desde 2012, onde fundamentou sua pesquisa sobre a música vocal e diferentes caminhos para o uso da voz e do corpo como instrumento musical e expressão artística. Estudou com alguns artistas pioneiros de diversas técnicas, como Fernando Barba (Barbatuques), Stênio Mendes, Zuza Gonçalves, Wagner Barbosa, Sílvia Goes, Georgia Dias, Eleni Vosniadou (GRE) e Rhiannon (USA). Participou como vocalista e arranjadora nos álbuns “Mestiça”, de Jurema Paes, “Abrigação”, de Angelo Mundy, e “Palavras e Sonhos”, de Luiz Tatit. Em 2016, lançou o seu primeiro CD intitulado “Nômade”, que ficou na lista dos 100 melhores discos do ano. Fez também a direção musical da peça de teatro acessível a cegos e surdos “Feio”, que ganhou prêmio de melhor peça acessível infantil, em 2016. Integra o duo de baixo e voz Taubkin & Bahule, o trio vocal Zulepe, o Bahule Quartet e o grupo de dança sul-africana Gumboot Dance Brasil como dançarina e diretora musical.

 

10h às 16h – BiblioSesc

O BiblioSesc é um projeto de incentivo à leitura que oferece gratuitamente o empréstimo e a consulta de livros, jornais e revistas. No Festival do Livro e da Literatura de São Miguel, o BiblioSesc disponibilizará seu acervo para consulta em um espaço de leitura.

 

10h às 16h – Mediação de Leitura, com Collectivus de Leitura

A mediação de leitura é um importante instrumento na promoção do encontro entre os livros e os leitores. Por meio do mediador de leitura, os livros ganham vida e nos apresentam possibilidades de mundos, nos trazem emoções e estimulam a imaginação. Além disso, a leitura partilhada potencializa a criação de laços entre as pessoas e os livros. O Collectivus de Leitura é um grupo interdisciplinar formado por pessoas ligadas às áreas de cultura e educação.
 

10h às 17h – Cores Ancestrais – Intervenção Urbana nos Muros do Entorno da Praça Morumbizinho

São ecos de cores, grafites em tambores que ocupam e reverberam traços de uma história. Quatorze grafiteiros e grafiteiras se encontraram no dia 3 de setembro no Museu Afro Brasil para uma imersão, encontro com o passado na busca de relatos, pessoas, objetos referência, arqueologia de uma resistência que nos conecta. Após um mergulho nas exposições, nos debates, nas reflexões e nas oficinas de memória, vem o reencontro: a realização de um grande painel em diálogo com a temática do Festival do Livro e da Literatura – a equidade racial. Nos muros do entorno da Praça Fortunato da Silveira e da Avenida São Miguel, será realizado um grande painel com a participação de Bó, Crica, Cléo, DPRAZ, Faty, John, Ju Costa, Laís DaLaMa, Manulo, Muro, Nene Surreal, RV, Ratoone, Ziper

 

10h15 às 11h – Sarau Letras Prestas

A Biblioteca Interativa do Centro Social Marista Ir. Justino, em parceria com os educadores e os educandos do projeto CONVIVER Marista, realizará um lindo Sarau Letras Pretas com os participantes da Pedalada Literária, que selecionaram poesias de escritores negros e negras.

 

 

14h – Exibição de Vídeo – “A Vitória de Ivanete”, com EMEF José Honório Rodrigues

Um momento para compartilhar histórias, memórias e afetos. Com esse emocionante depoimento, conheceremos a história de Ivanete, mulher, negra, moradora do Itaim Paulista que superou adversidades da vida, problemas familiares e outros entraves, e, mesmo diante dos desafios, conseguiu voltar a estudar.

 

14h às 16h – Sarau Pretas Peri, com Jô Freitas, Juliana Jesus e Tayla Fernandes

Diante de tanta invisibilidade, as mulheres e o povo preto periférico estão cada vez mais mostrando sua arte em espaços diversos, e a poesia é esse escudo. A poesia grita além de nós para existir e por isso os saraus se fazem necessários, pois são espaços de formação, um resgate do quilombo que gera uma literatura marginal de qualidade. O Sarau Pretas Peri é um espaço de compartilhamento múltiplo e de fortalecimento da arte periférica, com microfone aberto para o público, para qualquer manifestação artística. Acontece todo último domingo do mês no Jardim Camargo Velho, no Itaim Paulista, zona leste da cidade. Pretas Peri é idealizado pela atriz e poeta Jô Freitas e composto por Juliana de Jesus, poeta e dançarina, e Tayla Fernandes, poeta e atriz.

 

14h às 16h – Conversa na Praça – Mariana Felix e Andrio Candido recebem o cantor Renato Pessoa, o Sarau Tarja Preta, da EE Reverendo Urbano de Oliveira Pinto, e a Dança Negra Raiz, da EMEF José Honório Rodrigues

Um lindo encontro de troca de saberes com escritores periféricos para falar do seu processo criativo, lançamento independente dos seus livros e suas estratégias para distribuição. Os poetas recebem o cantor Renato Pessoa para musicalizar o encontro e as fortes palavras do Sarau Tarja Preta: Palavras Pretas pela Praça. Mariana Felix é autora do livro de poesias “Vício” (2017) e “Mania” (2015), escritora negra de Ermelino Matarazzo, discute a emancipação da mulher na contemporaneidade pelo empoderamento via sororidade feminina e aquisição do conhecimento e posse do próprio corpo, bem como as relações afetivas opressoras e destrutivas da sociedade heteronormativa. Andrio Candido é autor do livro de poesias “Dente de Leão” (2017), escritor negro de São Miguel Paulista que discute a presença do negro em todas as instâncias socioculturais e artísticas, a violência policial, o amor afrocentrado ou não e a territorialidade na escrita e na arte, trazendo o foco sempre para a região de Ururaí (nome indígena de São Miguel Paulista) de maneira lírica e crítica. Renato Pessoa é cantador de São Paulo. Tem o canto com tradição familiar e considera forte influência da bagagem regional que Dona Madá (mãe), natural de Rubim (MG), transfundiu de forma oral nos sentidos e saberes do canto, que traz a lembrança, mesmo que distante, das manifestações tradicionais da região do Vale do Jequitinhonha. Sua música mescla elementos de MPB, 60tista, Tropicália, a mesclar-se ainda com elementos da musicalidade afro-ameríndia, trazendo referências do pagode de coco, das cantigas de roda, do reisado e do canto de trabalho, explorando a voz como elemento de condução a dialogar de forma minimalista com tambores, pandeiros, arpejos de violão e percussão corporal. Iracema Santos do Nascimento, doutora em Educação, com pesquisa sobre ensino de leitura literária e gestão escolar nos anos iniciais, professora da Faculdade de Educação da USP, mediará esse encontro. Consultora de projetos na área de educação e leitura. Projetos atuais: elaboração de indicadores de impacto de bibliotecas comunitárias (com Associação Vaga Lume e Ibeac); Rede Leitura e Escrita de Qualidade Para Todos; Prêmio IPL - Retratos da Leitura 2017.

 

Sarau Tarja Preta: Palavras Pretas pela Praça, sarau dos estudantes da EE Reverendo Urbano de Oliveira Pinto que faz um recorte de autoria, enaltecendo o protagonismo de poetas negros e negras, fazendo suas vozes ecoarem na praça, na mente e no coração dos presentes. Além disso, os estudantes do 7° ano farão leituras e releituras da obra do escritor Lima Barreto. O título e o subtítulo do sarau fazem referência à obra do poeta e rapper GOG. Dança Negra Raiz é uma apresentação de dança afro contemporânea realizada pela EMEF José Honório Rodrigues, na qual conheceremos o trabalho do grupo Negra Raiz, que, valorizando o saber da cultura popular, resgata estilos de dança afro-brasileira em performances com movimentos rápidos e saudações à natureza. Haverá distribuição de dicas literárias indicadas pelos alunos e professores da EMEF José Honório Rodrigues.

 

15h – Coletivo Estopô Balaio, com Escrita de Cartas: Cartas a Quem Será que se Destina?
A atividade propõe a escrita de cartas como um ato narrativo de si em direção ao outro. A proposta do trabalho é transpor a narrativa oral de fatos e acontecimentos das histórias de vida dos participantes para a ideia de correspondência e fazer com que as cartas cheguem aos seus destinatários. As cartas são postadas no correio juntamente com uma foto tirada na hora com câmera Polaroide, revelando ao destinatário o processo de escrita das cartas. Algumas das cartas serão entregues ao Zumb.Boys para serem utilizadas durante a intervenção Dança por Correio.

 

SASF PROCEDU – União de Vila Nova

Rua Doutor Almiro dos Reis, 142 – União de Vila Nova

 

9h – Resistência Histórica

Por meio de diversas artes, como teatro, capoeira, desenho, dança e outras, será representada toda a história de luta e busca por liberdade do povo negro. Serão retratados desde os momentos em que os negros escravizados chegaram ao Brasil nos navios negreiros até os dias atuais.
 

Universidade Cruzeiro do Sul

Avenida Doutor Ussiel Cirilo, 93 – São Miguel Paulista

 

20h – Auditório D – Conversa com Autor(a) – O Corpo: da Literatura à Psique

Um olhar sobre a trajetória de negras e negros na literatura brasileira que busca analisar criticamente qual foi e ainda é a influência dessas narrativas literárias que atravessaram o século XX e persistem até hoje. Apesar de 53% da população brasileira se declarar negra (IBGE) Regina Dalcastagnè, pesquisadora e autora do livro “Literatura Contemporânea – Um Território Contestado”, após ler, entre 1990 e 2004, um total de 258 romances de escritores nacionais publicados por três das principais editoras do país, aponta que 94% dos autores brasileiros são brancos – mesma cor de 92% dos personagens. Dalcastagnè encontrou pouco mais de 5% de protagonistas negros, que são quase sempre apresentados como personagens marginalizados, reforçando estigmas sociais de gênero e raça. Os impactos negativos dessa invisibilidade ou, ainda pior, de uma visibilidade distorcida, têm contribuído para todo tipo de intolerância, preconceito e reprodução do racismo na nossa sociedade, traduzindo, em sofrimento psíquico, o dia a dia de crianças, jovens, mulheres e homens negros. Na busca de garantir mais pluralidade e diversidade nas narrativas, escritoras e escritores negros têm buscado, ao longo da história, romper as barreiras impostas por essa hegemonia lançando mão de um movimento literário que apresenta e discute a produção de uma literatura negra, desvelando a riqueza e multiplicidade da experiência humana, desnaturalizando estereótipos e hierarquias.


 

Debatem o tema

Ana Maria Gonçalves, escritora, atuou como publicitária até passar a se dedicar integralmente à literatura. Estreou como escritora em 2002, com a publicação de “Ao Lado e à Margem do que Sentes por Mim”. Em 2006, lançou “Um Defeito de Cor”, romance que ganhou o prêmio Casa de Las Americas em 2007 e a projetou na carreira de escritora. Depois de morar alguns anos em Nova Orleans, atualmente mora em São Paulo, onde está finalizando um novo livro de ficção, “Quem É Josenildo?”. Luiz da Silva, conhecido pelo pseudônimo de Cuti, é escritor, poetadramaturgo brasileiro, graduado em Letras pela USP em 1980, obteve os títulos de mestre em Teoria da Literatura e doutor em Literatura Brasileira pela Unicamp. Em 1978, foi um dos criadores do jornal literário “Jornegro” e da série de antologias “Cadernos Negros”. Participou da fundação do grupo Quilombhoje, no qual se manteve até 1993. Maria Lúcia da Silva, psicóloga, psicanalista, diretora-presidente do Instituto Amma Psique e Negritude e organizadora do livro “O Racismo e o Negro no Brasil: Questões para a Psicanálise”.

 

Universidade Cruzeiro do Sul

Avenida Doutor Ussiel Cirilo, 225 – São Miguel Paulista

 

9h30 às 11h30 – Pátio – Painéis Feira Preta: 40 Anos do Quilombhoje – Construção de uma Trajetória em Promoção da Literatura Negra Brasileira

O Quilombhoje Literatura, grupo paulistano de escritores, foi fundado em 1980 por Cuti, Oswaldo de Camargo, Paulo Colina, Abelardo Rodrigues e outros com o objetivo de discutir e aprofundar a experiência afro-brasileira na literatura. O grupo tem como proposta incentivar o hábito da leitura e promover a difusão de conhecimentos e informações, bem como desenvolver e incentivar estudos, pesquisa e diagnósticos sobre literatura e cultura negra. No ano de 2017, o Quilombhoje completa 40 anos de história marcada por uma rica atuação voltada para a área editorial e de promoção da cultura negra. O painel propõe um encontro de histórias, autores, leitores e incentivadores da literatura negra.

 

Painelistas

Cuti é pseudônimo de Luiz Silva. Nasceu em Ourinhos (SP). Formou-se em Letras (Português-Francês) na USP, em 1980. É mestre em Teoria da Literatura (1999) e doutor em Literatura Brasileira (2005), pelo Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp. Foi um dos fundadores e membro do Quilombhoje Literatura de 1983 a 1994 e um dos criadores e mantenedores dos “Cadernos Negros” de 1978 a 1993, série na qual publicou seus poemas e contos em 38 dos 39 volumes lançados até 2016. Tem também publicados diversos textos em outras antologias, incluindo ensaios. É autor dos livros “Kizomba de Vento e Nuvem”, de 2013, “Contos Escolhidos”, coletânea publicada em 2016, entre diversos outros. Esmeralda Ribeiro é jornalista, escritora e pesquisadora da literatura afro-brasileira. É integrante, desde 1982, do Quilombhoje Literatura, grupo de escritores afro-brasileiros sediado em São Paulo. Tem trabalhos publicados em 35 antologias no Brasil e no exterior. Sua atuação no sentido de incentivar a participação da mulher negra na literatura tem sido constante. Apesar de não ser uma das fundadoras da série “Cadernos Negros” ou do grupo Quilombhoje, há mais de 20 anos tem, juntamente com Márcio Barbosa, organizado e editado a série e coordenado o grupo, dois projetos que têm tido resultados gratificantes. Idealizou, junto com Vera Lúcia Barbosa, o Sarau Afro Mix, evento multimídia com minipalestra, roda de poesia e performance de dança. Também com Márcio, concebeu o Xirê de Palavra & Poesia Afro, com palestras sobre a literatura afro-brasileira e declamações de poemas destinadas a crianças e adolescentes de escolas públicas e particulares. É autora do livro “Malungos & Milongas” (conto) e coautora do livro “Gostando Mais de Nós Mesmos”, sobre autoestima e questão racial, entre outros. Márcio Barbosa nasceu em São Paulo (SP), onde reside atualmente. É pesquisador e um dos coordenadores do Quilombhoje. Fez as entrevistas e os textos do livro “Frente Negra Brasileira” e é um dos responsáveis pelo documentário e livro “Bailes – Soul, Samba-Rock, Hip Hop e Identidade em São Paulo”. Também, junto com Esmeralda Ribeiro e Niyi Afolabi, organizou os livros “Afro Brazilian Mind” e “Black Notebooks” (versão em inglês de “Cadernos Negros”), lançados nos Estados Unidos. Raquel Garcia nasceu em São Paulo. É professora de História da rede pública. A inquietação é o que move sua escrita. Desde 2009, publica seus textos em blog pessoal: akewipreta.blogspot.com.br. Também tem publicados seus textos em “Cadernos Negros”. Bruno Gabiru (mediador) nasceu dias após a soltura de Nelson Mandela, em fevereiro de 1990, em São Paulo, onde vive até o momento. É poeta, escritor, artista plástico e, atualmente, está cursando Artes Visuais. Gosta de garimpar constantemente títulos em sebos e livrarias espalhados pela cidade em busca de antigos(as) e novos(as) escritores(as) para se banhar no imenso rio da literatura negra, seja ela feita no Brasil ou na diáspora. Publica alguns de seus trabalhos em sua página no Facebook https://www.facebook.com/gabiru.negrart/.