Como atuamos

Programação do dia 10/11 - sexta-feira


Biblioteca Raimundo de Menezes

Avenida Nordestina, 780 – São Miguel Paulista

 

14h – Apresentação Musical – Roberta Oliveira & O Bando de Lá

Conhecida pela beleza da voz e expressividade no palco, a cantora Roberta Oliveira é tida atualmente como uma das revelações do samba paulista. Completando cinco anos de parceria musical com O Bando de Lá, a artista nascida em Campinas (SP) se destaca também pela singularidade do repertório, que traz influências do samba rural, cantigas de terreiro e sambas da velha guarda. O grupo Roberta Oliveira & O Bando de Lá surgiu em 2012 e, nesses cinco anos de trajetória, prova a importância da resistência artística de um conjunto que, mesmo inserido no contexto contemporâneo do samba, conquistou espaço e notoriedade pelo trabalho de pesquisa musical. Com seu repertório singular, a banda contribui para levar adiante uma herança musical por vezes esquecida ou até desconhecida pelo atual público da metrópole.

 

Biblioteca Rubens Borba Alves de Moraes

Rua Sampei Sato, 440 – Ermelino Matarazzo

 

10h – 1° Mostra Ururaí de Cinema e Audiovisual – Curta-Metragem “Dara, a Primeira Vez que Fui ao Céu”

Dara, uma garota negra de 10 anos, da região rural de Nova Soure (BA), ainda nos anos 1960. Na véspera de migrar para São Paulo, Dara deseja montar um balancinho no cajueiro do sítio onde mora com os avós e seu irmãozinho. Seus pais já estão em São Paulo, é hora de a menina partir. Descubra as vivências da menina Dara neste curta-metragem com direção de Renato Candido, bacharel em Audiovisual e mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP. Nos projetos acadêmicos, trabalhou interlocuções entre dramaturgia e identidade negra, popular e periférica. Após a exibição, haverá uma roda de conversa entre o público e o diretor Renato Candido, com mediação de Jô Freitas.

 

Casa de Cultura de São Miguel – Antônio Marcos

Rua Irineu Bonardi, 169 – Vila Pedroso

9h – Ancestralidade e Saúde da População Negra, com Fórum de Seguridade Social e Coletivo de Oyá

Baseada nas memórias e narrativas de Conceição Evaristo e Carolina Maria de Jesus, Leila Rocha, enfermeira e educadora popular do Coletivo de Oyá – Mulheres Negras da Periferia de São Paulo, vai compartilhar, em uma roda de saberes e afetos, a importância da oralidade para a saúde da população negra e quais estratégias podem ser adotadas no combate ao racismo por parte de profissionais que trabalham com atendimento direto à população na implementação de políticas públicas. Como as práticas e narrativas ancestrais podem auxiliar no trabalho cotidiano prestado pelos serviços? Como abordar o quesito raça-cor? De que forma promover a garantia de direitos com equidade racial? Essas são algumas das questões que serão debatidas neste 8° Encontro do Fórum de Seguridade Social em 2017.

 

CCA Parque Paulistano – SEPAS

Rua Santa Rosa de Lima, 701 – Parque Paulistano

 

9h – Palco – Dança Maculelê – Mais Perto de Você

Maculelê é uma expressão teatral de origem afro-brasileira que conta, com dança e cânticos, a lenda de um jovem guerreiro que, sozinho, conseguiu defender sua tribo de outra tribo rival usando apenas dois pedaços de pau, tornando-se o herói da tribo. As idosas do Núcleo Convivência de Idosos – Irmã Suzanne Cros apresentam esse espetáculo de dança que resgata a manifestação cultural por meio de suas raízes.

 

9h às 11h30 – Sala 05 – Contação de Histórias Africanas, com Cia. No Baú da Boneca – Projeto Continuar

Abriram o baú! A Cia. No Baú da Boneca chegou trazendo histórias africanas direto do baú da vovó! Nesta atividade, conheceremos histórias que atravessam gerações e passeiam pelo universo folclórico e poético de diversas culturas populares.

 

9h15 – Quadra – Aula Aberta de Dança Afro – Expressão e Ritmo

Expressão e ritmos, crenças e dialetos apresentam a origem das tradições culturais e religiosas da dança afro. Ao som de instrumentos de percussão, o ritmo envolvente trazido pelos africanos em forma de libertação. Com os pés no chão, realizaremos essa dança, valorizando as tradições que fazem parte da nossa história.

 

9h50 – Palco – Apresentação de Samba Rock – Levada de Samba

Fusões musicais, com samba-jazz e o sambalanço, trazem a origem e a influência direta da música negra americana e tradicional dos bairros periféricos. Nesta apresentação, vamos conhecer mais sobre esse ritmo.

 

10h – Palco – Poesia sobre Africanidade

Apresentação de monólogo que reflete, de forma poética e sensível, sobre a ancestralidade e a história do povo negro, trazendo também elementos sobre as vivências que são contemporâneas em nossa sociedade.

 

10h10 – Sala 05 – Oficina de Turbante – Empoderamento da Mulher Negra

Ensinar a produção de amarrações de turbante constitui um importante elemento para a afirmação da identidade e expressão da nossa cultura negra, tendo o rosto emoldurado pelo cabelo, que expressa a identidade étnica de sua origem.

 

10h20 – Palco – Peça Teatral “O Cortiço”

Apresentação de teatro, realizada pelo Colégio Cavalac, inspirada na obra “O Cortiço”, de Aluísio de Azevedo, um romance naturalista publicado em 1890 que denuncia a exploração e as péssimas condições de vida dos moradores das estalagens e dos cortiços cariocas do fim do século XIX.

 

11h – Palco – Me Gritaram Negra: Roda de Conversa sobre Preconceito Racial e Estética Negra

Roda de conversa para partilhar vivências do nosso dia a dia sobre situações de preconceito racial que estão silenciadas, refletindo também sobre a importância da estética negra no processo de empoderamento e enfrentamento do racismo.

 

13h – Palco – Sarau de Poesias de Autores Negros – Negro de Pele e Alma

A construção de uma identidade literária remete ao olhar do negro como protagonista de sua história de vida e nos faz reconhecer o enfrentamento cotidiano de discriminações raciais que se originam neste sistema social, que prega o racismo e a manutenção de relações raciais desiguais. Neste dia, o microfone será aberto para todo o público declamar as suas poesias.

 

14h – Palco – Apresentação de Dança Anos 60 – Ritmo e Saudade

Sucesso que balançou o mundo na década de 1960 e que surgiu com o espírito de idealismo que se referenciou no clima de época. Todo este ritmo será apresentado aqui no nosso palco. Venha participar!

 

14h – Sala 05 – Mulher e Literatura – A Poesia das Mulheres: Sem Cor, Sem Dor, Letras que Saem do Coração e Transformam o Dia, a Rotina, a Vida com Amor

Discussão e reflexão sobre a atuação das mulheres na poesia brasileira. Suas inquietações, vulnerabilidades, conquistas e sonhos representados em verso, em prosa e amor.

 

14h15 – Palco – Contação de História – “O Negro”

Venha participar deste momento em que poderemos conhecer costumes e tradições da cultura afro-brasileira, valorizando as matrizes culturais do nosso país, refletindo sobre como esses aspectos estão presentes em nossa trajetória e promovendo uma educação baseada na promoção dos direitos humanos e na equidade racial.

 

14h45 – Palco – Contação de Histórias – Narrativas e Contos da Cultura Negra

Já parou para pensar que, mesmo sendo diferentes, temos a mesma origem como humanidade? Nesta atividade, vamos refletir sobre nossa história e nossa cultura e tudo aquilo que nos une e nos aproxima.

 

15h – Palco – Musical “A Volta que o Mundo Dá”

A fusão de manifestações da cultura popular, como a capoeira e a música, na busca de elucidar os aspectos históricos do povo negro com o meio social. Uma apresentação que envolve a cantiga, a poesia e a expressão corporal.

 

15h20 – Palco – Apresentação de Dança Afro, com ACDEM Jardim Helena

Apresentação de dança de origem afro-brasileira, valorizando e enfatizando aspectos da cultura negra, suas narrativas e memórias.

 

15h30 – Palco – Apresentação Musical “Inspir’Ação”, com Anna Bueno

Cantora, instrumentista, compositora e arte-educadora, iniciou seus estudos musicais aos 6 anos de idade, tendo como primeiro instrumento o órgão eletrônico. Atualmente, é estudante de Letras e, por meio da música, aperfeiçoa seu lado escritora-compositora. “Inspir’Ação” é um show em que Anna Bueno coloca para fora as suas viagens musicais e literárias em forma de canções que passeiam da MPB ao jazz, da bossa nova à poesia declamada.

 

CCA Thiago Abdalla Fiuza

Rua das Boas Noites, 260 – Itaquera

 

9h – Exposição de Fotos – A Face da Intolerância

A face da intolerância e da desigualdade se mostra precocemente para as crianças das periferias, que diariamente presenciam, ou são alvos, do preconceito racial. O grito de protesto nasce em forma de arte, na qual, por meio da mobgrafia (fotografias tiradas com celular), os educandos transmitem sua indignação e seus anseios de uma sociedade mais justa.
 

9h – Apresentação de Dança – “A Carne”

“A Carne” (intérprete: Khrystal Saraiva) é uma reflexão sobre a discriminação e a marginalização do cidadão negro pela cor de sua pele, vendidos como escravos, açoitados e trazidos para o Brasil como mercadoria, e não como seres humanos. Nesta apresentação, a poética lembrança e afirmação de que negro é meu sangue, é o seu sangue, é a herança de lutas, esperança de vitórias e triste medo de futuros retrocessos sociais.

9h10 – Apresentação de Dança – “Testando”

Apresentação de dança livre com Ellen Oléria na qual, numa mescla de dança contemporânea e hip hop, a coreografia transita entre os estilos, revelando imagens diversificadas da realidade cotidiana de moradores das grandes periferias e a discriminação sofrida por estes.

 

10h – Contação de Histórias – “Uma Baobá de Histórias”, com Cia. Terezinha

Obax, uma menina negra das savanas que adora aventuras! Inteligente e criativa, inventar histórias e aventuras é sua brincadeira preferida. Em uma sociedade de conceitos estáticos e cheia de misoginia, é fundamental trazer a menina negra como protagonista e plantar desde a infância a semente de que uma menina pode ser o que ela quiser!

 

CECCRA Ademir de Almeida Lemos

Rua Havórtia, 11 – Jardim das Camélias

 

9h30 e 14h30 – Sarau do CECCRA – “Na Luta pelos Direitos Humanos”

A dança afro surgiu no Brasil no período colonial, foi trazida por africanos retirados do seu país de origem para realizar trabalho escravo em solo brasileiro. No Sarau do CECCRA, essa dança será festejada e relembrada pelos jovens e adolescentes. O direito à vida, à liberdade de opinião e de expressão, ao trabalho e à educação também será lembrado neste encontro com a peça de teatro de fantoches “Na Luta pelos Direitos Humanos”.

 

CEI Jardim Lapena

Rua Doutor Almiro dos Reis, 54 – Jardim Lapenna

 

14h às 15h20 – A Magia de Ler e Contar Histórias para Crianças Pequenas

Ler e contar histórias para crianças pequenas é como um convite ao universo mágico e encantado que lhes permite inventar e reinventar outras realidades, com personagens divertidos e curiosos. Os livros mediados serão “O Cabelo de Lelê” e “A Menina e o Tambor”. Realizaremos também apresentação das danças “Ninguém é Igual a Ninguém” e de maracatu, além da exposição Etnias.

Público: alunos do CEI Jardim Lapena

 

15h30 – Contação de Histórias – “História da Água”, com Cia. do Mar

A Cia. do Mar foi pesquisar relatos de nações indígenas que habitam a Região Norte do Brasil para produzir o espetáculo “História da Água”. Nele, são narradas as seguintes histórias: “Jurity, a Mãe dos Rios”, “A Serpente Arco-Íris”, “A Criação da Lagoa Tafununu”, “O Sono do Rio”, “O Marido da Mãe d’Água” e “A Primeira Água”. Esses relatos pertencem às nações indígenas que ocupam os estados do Pará, Tocantins, Amapá, Amazonas e Roraima.

Público: alunos do CEI Jardim Lapena.

 

Centro Social Marista Irmão Justino

Rua Catleia, 50 – União de Vila Nova

 

8h – Frutos Literários

A comunidade de União de Vila Nova amanhecerá respirando literatura com mais uma intervenção da Biblioteca Interativa Irmão Justino, na qual serão disponibilizados diversos livros, semeados nas árvores e esperando pela colheita dos moradores.

 

CEU Parque São Carlos

Rua Clarear, 141 – Parque São Carlos

 

9h30 – Teatro – Palavra e Movimento – Negritude em Ação | Qual o Tom da Sua Pele?

Inspirados nos contos de Machado de Assis, os alunos farão uma releitura de um dos contos do autor. O objetivo da apresentação é que os alunos tenham a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a vida e a obra desse importante escritor brasileiro negro.

Público: alunos do CEU Parque São Carlos

 

10h – Teatro – Palavra e Movimento – Negritude em Ação, com participação especial de Débora Garcia

A poetisa Débora Garcia fará uma intervenção com seus textos acompanhada de alunos e convidados. A intenção é que os presentes sintam-se à vontade para, junto com a autora, construírem um momento literário no qual a palavra seja a força do momento. Nesse mesmo ritmo, teremos a apresentação de dança com a música “Pretas Panteras”, de Débora Garcia, ressaltando, nos movimentos, a força e o poder feminino negro. Ainda dentro da programação, alunos trarão literatura e biografia de autores e autoras negras.

Público: alunos do CEU Parque São Carlos

 

14h – Biblioteca – Café com Leite Filosófico

Discussão das questões étnico-raciais, com mostra de vídeos, leituras de textos e animações com reflexões, abrindo para a fala e contribuição das crianças.

Público: alunos do CEU Parque São Carlos

 

16h – Dança “Shosholoza”

“Shosholoza” é um cântico folclórico de origem ndebele que era entoado por mineiros do Zimbábue e da África do Sul enquanto estavam nos trens a caminho das minas. A vida desses trabalhadores era marcada por medo, violência e péssimas condições de trabalho. O cântico se tornou um hino não oficial da África do Sul por sua mensagem de superação e força.

 

CEU EMEF Vila Curuçá

Avenida Marechal Tito, 3400 – Jardim Miragaia

 

8h às 9h30 – Mediação de Leitura de Contos Afro-Brasileiros

Após a apresentação de diferentes textos e autores, será realizada uma roda para a leitura compartilhada na qual cada participante apresentará um livro e autor(a) e será lido um trecho deste.

 

10h às 11h30 – Oficina de Grafismo Africano

Com base nas referências dos desenhos africanos, vamos propor aos participantes a criação de painéis decorativos, sobre o papel kraft, utilizando giz de cera e pva.

 

13h – Contação de Histórias – Africontos

Apresentação de narração de histórias infantis a partir da perspectiva afro-brasileira como: “Cinderela e Chico Rei”, “Rapunzel e o Quibungo”, entre outras.

 

14h30 às 15h30 – Oficina de Bonecas Abayomi

Apresentação da história cultural da boneca Abayomi, símbolo de resistência, que faz parte da herança cultural dos negros africanos e afro-brasileiros, desenvolvida com pano sem nenhuma costura. Após uma roda de conversa, haverá a oficina para confecção das bonecas de pano.

 

15h30 – Contação de História – “Contando África em Contos”, com Cia. Colhendo Contos e Diáspora Negra

A Cia. Colhendo Contos e Diáspora Negra traz à cena a peça em contação “Contando África em Contos”. Um conjunto de narrativas carinhosamente escolhidas e colhidas na Etiópia, “Os Reis de Gondar”; em Gana, “Os Sete Novelos”; e em Angola, “Os Comedores de Palavras”. Contos que abordam relações cotidianas como amizade, família, dor, morte, amor, respeito e cooperação. É característico de alguns povos africanos partilhar histórias e ensinamentos pela oralidade de geração para geração. Os contadores de histórias, também conhecidos como mestres griôs, são sábios muito importantes e respeitados pelos seus povos. Por meio da ludicidade, cantos nativos em dialetos e idiomas, respeitosamente nos investimos desses griôs para compartilhar essas histórias.

 

EE Deputado João Dória

Rua José Alves Irmão, 30 – Itaim Paulista

 

8h – Leitura de Poesia – “O Navio Negreiro”, parte VI

O “Navio Negreiro” é um poema de Castro Alves, o poeta abolicionista e um dos mais conhecidos da literatura brasileira. O poema descreve o sofrimento dos africanos, arrancados de suas terras para serem trazidos ao Brasil como animais dentro de navios negreiros, tidos como propriedade por seus senhores, que abominavam sua cor e sua origem, tratando-os com atos desumanos de agressão e tortura. E assim como diz o poema, permanece até hoje essa triste realidade: “Existe um povo que a bandeira empresta, p’ra cobrir tanta infâmia e covardia!...” Que a equidade racial vença rumo à igualdade!


9h – “Um Saci em Sampa”, com Luciano Nunes

Por meio de uma conversa a partir da realidade dos alunos, o escritor e ex-professor da nossa unidade escolar, Luciano Nunes, apresentará a obra “Um Saci em Sampa”, elucidando o folclore brasileiro e a importância do negro na Literatura. Ademais, propõe-se fazer com que reflitam nas próprias ações em função da capacidade de exterminar preconceitos e diferenças.

10h – Preconceito

A atividade tem como objetivo levar o público a refletir sobre as formas de preconceito existentes na sociedade, principalmente o preconceito contra o negro, provocando mudanças de atitudes frente a esta realidade, resgatando a autoestima e a valorização da beleza negra e a importância do respeito às diferenças. A apresentação será composta de músicas, relatos e cartazes sobre a temática.

 

14h – Fanfarra

Professor e alunos da EMEF Euzébio Rocha Filho preparam uma linda e inpiradora apresentação de fanfarra, relembrando a importância das bandas escolares e seu papel na comunidade.

EE Professora Dulce Leite da Silva – Ensino Integral

Rua Martins Garro, 25 – Itaim Paulista

 

13h – Standup – “O Samba do Racismo Reverso”

Vamos falar de racismo. Mas, de novo? Pela introdução, pensei que fosse falar de samba. Sim, de samba também... Muito já se falou e já se constatou que racismo reverso não existe, a não ser na imaginação fértil de alguns brancos que juram já terem sido vítimas dele. Vamos refletir mais sobre esse assunto nesta intervenção de standup.

Público: alunos da EE Professora Dulce Leite da Silva

 

EE Professor Pedro Moreira Matos

Rua Rafael Zimbardi, 38 – Jardim Lapenna

 

14h – Grafite e Negritude, Resgatando e Valorizando a Cultura Negra

A intervenção Grafite e Negritude surgiu a partir da construção da linguagem do estêncil com alunos do Ensino Médio da EE Professor Pedro Moreira Matos e grafiteiros que desenvolveram uma reflexão sobre a importância da equidade racial. Neste dia, realizaremos uma intervenção que visa resgatar a resistência do povo negro por meio do grafite, com um contexto histórico da arte urbana e movimentos culturais que buscam a valorização das raízes culturais africanas, negras e populares.

 

19h às 22h – Resgate às Memórias e Legado: Conversa com a escritora Esmeralda do Carmo Ortiz e o rapper Jordan Fields

Com base no livro “Por Que Não Dancei”, de Esmeralda Ortiz, a escritora abordará temas como situações de rua, abandono infantil, drogas e superação. Na mesa, também teremos o rapper norte-americano Jordan Fields, que abordará as principais semelhanças dos negros periféricos dos Estados Unidos e do Brasil e de como aprendeu português sozinho, ouvindo os principais rappers negros brasileiros, finalizando com uma apresentação musical. Esmeralda do Carmo Ortiz é escritora, jornalista e palestrante, autora do livro “Por Que Não Dancei”, que relata o depoimento de quem esteve nas ruas desde os 8 anos, convivendo com a violência, as drogas e a indiferença. Um roteiro de seu renascimento, da construção da sua autoestima e da recuperação da dignidade de um ser humano. Jordan Field nasceu na periferia de West New York, em Nova Jersey. O norte-americano aponta três nomes como seus principais professores de português: Racionais MC’s, RZO e Sabotage. Segundo o músico, conhecido como Bixop, o interesse pelo rap brasileiro começou em 2014, quando estava cansado das produções recentes do gênero.

 

EMEF Antonia e Artur Begbie

Rua Ilha de Maruí, 100 – Jardim Campos

 

10h às 14h – Encontros de Arte

Oficina de grafite com Carla Ruiz (Carlota) seguida de roda de conversa com autores e profissionais negros.

 

EMEF Euzébio Rocha Filho

Rua Amparo da Serra, s/n – Parque Dom João Neri

 

9h – Lançamento do Livro “A Garota dos Contos de Fadas”

Roda de conversa com a aluna Letícia sobre a produção do livro infantil escrito por ela e pela aluna Anabel, ambas do 5° ano da escola.

 

10h – Leituraço e Oficina de Bonecas Abayomis

Leituras simultâneas serão realizadas com os alunos a partir de livros que tratam das questões étnico-raciais. Haverá também contação de história sobre as Abayomis e oficinas para confecção das bonecas.

 

11h – Mural Grafite – Hip Hop

Nesta intervenção com grafite, um dos quatro elementos da cultura hip hop, os alunos vão trabalhar de maneira interdisciplinar, tendo a oportunidade de explorar essa linguagem artística e se envolver em ações de registro e preservação do patrimônio escolar.

 

14h – Leituraço e Oficina de Bonecas Abayomis

Leituras simultâneas serão realizadas com os alunos a partir de livros que tratam das questões étnico-raciais. Haverá também contação de história sobre as Abayomis e oficinas para confecção das bonecas.

 

14h – Cia. Casa das Marias – Histórias da África Mãe

As Marias trazem na mala contos com sabor de dendê, ao som de tambor e xequerê. Trazem histórias do além-mar... como a da esperta Aranha Anansi e dos arteiros irmãos ibejis. Histórias dos sábios do Egito e das Arábias. De Angola e do Brasil. Histórias de muitas Áfricas, que, ainda hoje, contribuem para a formação da cultura brasileira. Contos: “O Macaco e a Boneca de Cera”, “O Bicho mais Poderoso do Mundo”, “Os Gêmeos que Enganaram a Morte” e “Contos de Anansi”.

 

20h – Sarau da Escola – Questão Racial em Debate

Neste encontro, será realizado um sarau com a participação de alunos e turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da EMEF Euzébio Rocha Filho, fomentando um debate sobre as questões étnico-raciais e o racismo presente em nossa sociedade.

 

20h – Contação de Histórias – “O Pássaro Encantado”, com Lili Flor & Paulo Pixu

Um espetáculo de narração de histórias. Uma aldeia vivia muito feliz até que um dia um enorme pássaro surge e muda completamente a história dessa comunidade. Um misto de música, oralidade e ancestralidade afro-brasileira fazem deste encontro uma troca de notório saber.

 

EMEF José Honório Rodrigues

Rua do Pombo Correio, 50 – Jardim dos Ipês


8h às 10h – Desfile de Penteados Afro

Desfile de penteados afro e exibição do livro eletrônico com a história de autoria dos alunos produzida a partir de leituras que refletem sobre a questão étnico-racial. Haverá também distribuição de dicas literárias indicadas pelos alunos e professores.

 

9h30 – Cia. Burila – Os Quitutes das Senhoras do Samba

Três mulheres deixam as tarefas domésticas de lado e inventam uma nova cozinha, com novas receitas. Em vez dos tradicionais quitutes, cozinham memórias, temperam lembranças, trituram preconceitos, engrossam resistências, descascam o verbo, degustam canções.

 

10h às 12h – Expressão da Luta pela Equidade Racial Através do Hip Hop

As expressões culturais das classes populares ganham visibilidade à medida que se institucionalizam os regimes democráticos. Pensando nisso, apresentaremos neste Festival uma forma democrática de expressão. Alunos da EMEF José Honório Rodrigues vão expressar manifestações artísticas com o tema da equidade racial por meio dos quatro elementos do hip hop: grafite, breakdance, DJ e rapper (MC). Por meio do grafite, serão criados desenhos pelos alunos retratando a importância da igualdade para todos e, no dia do Festival, um grafiteiro do bairro registrará o desenho com sua arte. Ainda, haverá apresentações de grupos de alunos com breakdance e eles poderão simular por imagens mixagem de músicas como fazem os DJs. Para encerrar, os alunos serão rappers, produzindo e apresentando poesias e letras de músicas, criadas por eles, relacionadas ao tema equidade racial.

 

14h – Contação de Histórias – Africontos, com Mapinguary

Ao som do tambor, começamos as histórias. “Jesuína e a Cabaça Encantada”, uma lenda afro-brasileira que conta como surgiu o berimbau; “A Lenda do Tambor Africano”, conto popular da Guiné Bissal; “Bojabira, a Árvore Mágica”, história de uma misteriosa árvore; e, em seguida, a história de “Ananse e o Pote de Sabedoria”. No final, o público conhece a apresentação do boneco Chibamba.

 

EMEF Mururés

Rua dos Mururés, 434 – Jardim Helena

 

10h e 14h – Sarau – Empoderamento Feminino e Igualdade Racial

Aliados à música e à poesia, alunos da EMEF Mururés abrem espaço para o público participar ativamente de um sarau em prol do empoderamento feminino e da igualdade racial.

 

EMEI Epitácio Pessoa, EE Professor Paulo Roberto Faggioni e EE Reverendo José Borges dos Santos Júnior

Rua Daniel Arcioni – Limoeiro

 

Encontro Precioso – Programação desenvolvida em parceria e integração entre escolas de Educação Infantil e Ensino Fundamental e Médio, inspirada no nome abayomi, palavra que tem origem iorubá e significa “encontro precioso”.

 

Confira a programação

9h – Trupe Rosa Vermelha: Cantos e Contos em Cordel

Cantos e Contos em Cordel é um projeto de intervenção artística desenvolvido pela Trupe Rosa Vermelha, o qual envolve teatro, músicas populares e afro-brasileiras, literatura de cordel com temática afro, no qual homenageamos Dandara, Aqualtune e Quilombo dos Palmares. Partindo da contação de histórias e da música ao vivo, a Trupe Rosa Vermelha recria esse universo junto ao público, por meio do imaginário popular presente na literatura de cordel.
 

9h às 12h – Rua da Leitura

Ocupação do espaço público com feira de troca de livros, frutos literários e apresentação de dança, da peça de teatro “Identidade”, que traz uma adaptação de trechos das obras de autores da literatura estrangeira, como Shakespeare, oficina de Abayomi e outras atividades realizadas por estudantes, mães e responsáveis e professores(as) das três escolas.

 

11h30 – Cortejo Liberdade e Igualdade

Alunos do Ensino Médio da EE Professor Paulo Roberto Faggioni lideram o cortejo que sai da Rua Daniel Arcioni e vai até a Praça Rainha das Avencas, finalizando com apresentação de dança contemporânea com performance sobre violência e as diversas formas de opressão.

 

EMEF Professora Wanda Ovídio Gonçalves

Rua Aristide de Basile, 18 – Jardim das Oliveiras

 

10h – Sarau da Escada e Batalha de Slam

Sarau da Escada e Batalha de Slam, tendo as escadas da escola como lugares de literatura e resistência com batalha de poesias, música, capoeira, conversa com autores, teatro e flores de todas as cores.

 

10h – Contação de História – “Contando África em Contos”, com Cia. Colhendo Contos e Diáspora Negra

A Cia. Colhendo Contos e Diáspora Negra traz à cena a peça em contação “Contando África em Contos”. Um conjunto de narrativas carinhosamente escolhidas e colhidas na Etiópia, “Os Reis de Gondar”; em Gana, “Os Sete Novelos”; e em Angola, “Os Comedores de Palavras”. Contos que abordam relações cotidianas como amizade, família, dor, morte, amor, respeito e cooperação. É característico de alguns povos africanos partilhar histórias e ensinamentos pela oralidade de geração para geração. Os contadores de histórias, também conhecidos como mestres griôs, são sábios muito importantes e respeitados pelos seus povos. Por meio da ludicidade, cantos nativos em dialetos e idiomas, respeitosamente nos investimos desses griôs para compartilhar essas histórias.

 

14h – Sarau da Escadinha

Sarau da Escadinha, tendo as escadas da escola como lugares de literatura e resistência com poesias, brincadeiras, teatro, pintura facial, capoeira, conversa com autores, música e sorrisos multicoloridos.

 

EMEI Graciliano Ramos

Rua Guirapá, 478 – Vila Curuçá

 

12h30 e às 18h20 – Corredor Literário

Diversos livros serão pendurados na escola para promover o acesso e estimular uma maior aproximação com o universo da literatura, e pais, mães e responsáveis, juntamente com seus filhos, poderão escolher os títulos que desejam ler, conhecer e desfrutar.

 

Estação de Trem Itaim Paulista (CPTM)

Rua Rafael Correia da Silva, 13 – Jardim Aimoré

 

8h30 às 9h30 – Sarau dos Righettianos

Para que as pessoas comecem bem o seu dia, com muita alegria, estaremos na estação de trem do Itaim Paulista trazendo muita cultura, poesia e emoção com o Sarau dos Righettianos, em que os alunos do 5° ano A da EMEF Armando Cridey Righetti e as professoras Daniele Araújo e Grazielle Nascimento promoverão uma manhã diferente, com diversas poesias para ler, recitar e refletir. Contamos com a presença de todos!

 

Fábrica de Cultura da Vila Curuçá

Rua Pedra Dourada, 65 – Jardim Robru

 

15h – Apresentação de Música, com EMEF Euzébio Rocha Filho

Apresentação do repertório de violão trabalhado no Ateliê da Fábrica de Cultura da Vila Curuçá durante o semestre.

 

Galpão de Cultura e Cidadania

Rua Serra da Juruoca, 112 – Jardim Lapenna

 

9h30 às 11h30 –Conversa Franca sobre o Genocídio da Juventude Negra, com Douglas Belchior

A morte sistemática de jovens negros no Brasil é uma realidade que estampa capas de noticiários dentro e fora do país. Todo ano, 23.100 jovens negros de 15 a 29 anos são assassinados no país. São 63 por dia. Um a cada 23 minutos. Para debater sobre essa situação e refletir sobre quais ações e políticas públicas são necessárias para combater a violência contra a juventude negra, o pesquisador e militante africano Miguel de Barros se encontra com Douglas Belchior, pesquisador e militante brasileiro, e, juntos, compartilham suas experiências, reflexões e perspectivas. Douglas Belchior é formado em História pela PUC-SP, professor rede pública estadual; fundador e professor no Movimento Uneafro-Brasil; palestrante e conferencista sobre a temática História das Lutas Sociais no Brasil, Questão Racial no Brasil e Direitos Humanos; é colunista de “Lutas Sociais” no jornal da “TVT – TV dos Trabalhadores”; colaborador na formação da Frente Pró-Cotas Raciais do Estado de São Paulo e das articulações do Movimento Negro contra o Genocídio da População Negra. Miguel de Barros é pós-graduado em Sociologia e Planeamento (ISCTE), investigador associado ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas da Guiné-Bissau (Inep), do Centro de Estudos Africanos do ISCTE, do Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência da UFRJ e ainda membro do Conselho para o Desenvolvimento de Pesquisa em Ciências Sociais na África (CODESRIA). Tem desenvolvido pesquisas e publicado em revistas científicas internacionais nos domínios da juventude, voluntariado, sociedade civil, mídia, direitos humanos, governação comunitária, segurança alimentar, migrações, feiras-livres, literatura e música rap. Atualmente, desempenha funções de diretor de Programa no âmbito da ONG guineense Tiniguena. É autor de “A Participação das Mulheres na Política e na Tomada de Decisão na Guiné-Bissau: da consciência, perceção à prática política” (2013), “Manual de Capacitação das Mulheres em Matéria de Participação Política com Base no Género” (2012), ambos em coautoria com Odete Semedo, entre outros.

 

14h – Contação de Histórias – Passando Histórias da África, com Malas Portam

A Mala Invisível apresenta ao público uma incrível bagagem com quatro lindas histórias contadas e sentidas ao som do instrumento africano djembê. A primeira, “Baú das Histórias”, revela como todas as histórias se espalharam pelos quatro cantos do mundo. A segunda, a fábula de “Krokô e Galinhola”, narra a história de uma galinha-d’angola muito astuta, que se livra de virar almoço de um crocodilo. Na sequência, “A Origem do Tambor” conta como o tambor veio parar aqui na Terra. Por último, em “O Ser mais Poderoso”, um gato caminha pela savana procurando o ser mais poderoso e, quando o encontra, fica surpreso com a resposta. Para se despedir cantamos “Escravos de Jó” ao som do djembê.

 

Instituto Alana – Biblioteca Espaço Alana

Rua Erva do Sereno, 642 – Jardim Pantanal

 

10h às 16h – Frutos Literários

A comunidade do Jardim Pantanal amanhecerá respirando literatura com mais esta intervenção. Diversos livros semeados nas árvores estarão esperando pela colheita dos moradores e, com eles, também serão distribuídas poesias da literatura de cordel e marcadores de páginas para quem quiser despertar a imaginação e resgatar memórias.

 

10h30 e 14h30 – Oficina de Fanzine, com Lucas Rocha

Os participantes aprenderão a criar um pequeno fanzine, confeccionado com recorte, colagem e xérox! Desenhando, escrevendo e usando a imaginação, poderão colocar pequenos textos, poemas, história em quadrinhos ou o que mais lhes interessar!

 

Mercado Municipal de São Miguel

Avenida Marechal Tito, 567 – São Miguel Paulista



10h – Sarau do MAP recebe Slam Racha Coração

Em meio à luta contra a desigualdade social/racial, necessitamos pensar e repensar nossas estratégias, o sistema que por vezes nos coloca em combate contra nós mesmos, revolta, ódio, sentimento de incapacidade são os fatores do nosso enfraquecimento. O Slam Racha Coração é uma batalha de poesias exclusiva para textos de amor, erotismo e intimismo, momento para desfrutarmos um pouco de amor em tempos de cólera. Acreditamos que a revolução só vem pelo sentimento de reconhecimento.

 

Praça do Forró

Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra


15h – Sarau Urutu recebe Slam Tiquatira

O Sarau Urutu existe como forma de assembleia poética, trazendo reflexões de ordem pública ao cotidiano daquele beco periférico na cidade. Tomado pelas crianças da Rua Urutu, o sarau fará uma junção poética com o Slam Tiquatira – as crianças do sarau com os adolescentes do slam. O slam é uma batalha de poesias que acontece toda última quinta-feira na ETEC Tiquatira, e o evento é organizado pelos alunos do curso.

 

Praça Morumbizinho

Praça Fortunato da Silveira (em frente à Universidade Cruzeiro do Sul) – São Miguel Paulista

 

9h às 10h15 – Contação de Histórias – Heroínas Negras Brasileiras, com Cia. Alcina da Palavra
A Cia. Alcina conta histórias de personalidades femininas presentes no livro “Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis”, de Jarid Arraes, e de mulheres negras que fizeram a História do Brasil, como a escritora Carolina Maria de Jesus; Dandara dos Palmares, que lutou contra a escravidão; Maria Firmina dos Reis, primeira romancista brasileira; e Tia Ciata, referência histórica no samba e no candomblé no Brasil. A Cia. Alcina da Palavra nasceu do encontro de artistas, atores e contadores de histórias com o objetivo de produzir e realizar pesquisas para promover contações de histórias, oficinas, mediação de leitura e literatura interativa. A pesquisa do grupo tem como base a valorização da cultura popular por meio de histórias de tradição oral e da literatura infantil.

 

9h às 9h30; 9h40h às 10h10; 10h20 às 10h50; 11h às 11h30; 13h às 13h30; 13h40 às 14h10; 14h20 às 14h50; 15h às 15h30; 15h40 às 16h10 – Contos Africanos Árvore da Palavra e da Vida, Múltiplas Histórias de Duas Sementinhas

Em ambiente lúdico, criado dentro da tenda, as crianças serão transportadas à África, seus costumes e tradições. Sentadas ao redor do grande baobá ou, se preferirem assim chamar, do embodeiro, ouvirão as histórias adaptadas do livro “A Semente que Veio da África”, de Heloísa Pires Lima, as aventuras de duas sementinhas que cresceram em lugares distintos; suas semelhanças, diferenças e valor que têm para o seu povo. A cada início e término da contação de histórias, as crianças serão convidadas pelos alunos do curso de Letras da Universidade Cruzeiro do Sul a repetir o ritual do povo africano, pronunciando em coro a expressão karigana ua karigana. Os ramos da grande árvore estarão à espera das crianças que a enfeitarão com palavras, formando o baobá, a árvore da palavra, ou com desenhos que representarão o embodeiro, a árvore da vida.

Público-alvo: crianças de 4 a 10 anos. Limite: 20 crianças por sessão

Agendamento: Universidade Cruzeiro do Sul, Campus São Miguel, curso de Letras. Telefones: 2037-5755 ou 2037-5756, falar com Lucas (manhã) ou Isabelle (tarde)

 

9h às 9h30; 9h40 às 10h10; 10h20 às 10h50; 11h às 11h30; 11h40 às 12h10; 14h às 14h30; 14h40 às 15h10; 15h20 às 15h50; 16h às 16h30; 16h40 às 17h10 – Plantão do Festival: Notícias sobre as Letras Pretas

Em um formato de telejornal ao vivo, jornalistas, interpretados por alunos do curso de Pedagogia e de Letras da Universidade Cruzeiro do Sul, noticiarão fatos e curiosidades sobre a vida e a obra de autores negros, desde os clássicos, Machado de Assis e Cruz e Souza, até os escritores contemporâneos, como Conceição Evaristo, Kiusam de Oliveira, Carolina Maria de Jesus, Fátima Trinchão, entre outros. Após as notícias, na hora do comercial, o público será convidado para um jogo de tabuleiro interativo que abordará questões sobre as matérias do telejornal, a fim de despertar o interesse pela leitura das obras dos autores negros, bem como divulgá-las.

Público-alvo: crianças a partir de 10 anos, jovens e adultos. Limite: 20 pessoas por sessão

Agendamento: Universidade Cruzeiro do Sul, Campus São Miguel, curso de Letras. Telefones: 2037-5755 ou 2037-5756, falar com Lucas (manhã) ou Isabelle (tarde)

 

9h às 9h30; 9h40h às 10h10; 10h20 às 10h50; 11h às 11h30; 13h às 13h30; 13h40 às 14h10; 14h20 às 14h50; 15h às 15h30; 15h40 às 16h10 – “O Negro na História Fazendo História”

As crianças e os jovens serão recebidos ao som de um atabaque e cumprimentadas com expressões em iorubá. Depois disso, os alunos do curso de Letras da Universidade Cruzeiro do Sul vão convidar o público para entrar na máquina do tempo, onde será questionado e levado a uma viagem ao passado, anterior à escravidão. Passando por corredores, o público será guiado a assistir a uma encenação baseada na história “Elevador a Serviço”, de Cristiane Sobral, na qual serão discutidos temas como escravidão e racismo. Depois, um guia conduzirá o público a uma experiência sensorial, com músicas e imagens da cultura africana, que o levará, no final da atividade, a identificar os protagonistas da história. Ao saírem da tenda, as crianças e jovens escreverão um pedido em um pedaço pequeno de papel e amarrarão na árvore que simbolizará os desejos e a vida.

Público-alvo: infantojuvenil (de 3 a 14 anos). Limite: 15 pessoas por sessão

Agendamento: Universidade Cruzeiro do Sul, Campus São Miguel, curso de Letras. Telefones: 2037-5755 ou 2037-5756, falar com Lucas (manhã) ou Isabelle (tarde)

 

9h10 às 9h35; 10h às 10h25; 11h às 11h25; 11h35 às 12h; 13h35 às 14h; 14h15 às 14h40; 15h10 às 15h35; 16h às 16h25; 16h40 às 17h05 – Histórias Negras: o que Monteiro Lobato Não Contou sobre Tia Nastácia e Tio Barnabé

A proposta desta atividade é uma pequena releitura do “Sítio do Pica-Pau-Amarelo”, que será recontado a partir das vozes dos personagens Tia Nastácia e Tio Barnabé, que são pouco descritos no decorrer da história principal. Pouco se sabe sobre a vida deles, suas origens e família. Nessa adaptação, criada pelos alunos do curso de Letras da Universidade Cruzeiro do Sul, esses personagens serão protagonistas e vão contar um outro lado da história.

Público-alvo: crianças a partir dos 4 anos, jovens e adultos. Limite: 20 pessoas por sessão

Agendamento: Universidade Cruzeiro do Sul, Campus São Miguel, curso de Letras. Telefones: 2037-5755 ou 2037-5756, falar com Lucas (manhã) ou Isabelle (tarde)

 

9h30 às 11h30 – Conversa na Praça – Reflexão sobre os Jogos de Tabuleiro e Games nas Relações Étnico-Raciais, com Maurício Lima Araújo e Adalberto Pereira Santos

Um espaço para conversa e reflexão sobre as relações entre os jogos de tabuleiro, games e o ativismo pela equidade, respeito à diversidade étnico-racial e inclusão, tendo como base o jogo da onça e a mancala. Além de proporcionar, de forma lúdica, por meio do jogo, a reflexão sobre as relações étnico-raciais, o ensino da história e cultura africana e indígena promove o resgate, o reconhecimento e a valorização da identidade cultural e histórica dos povos originários do Brasil. Nessa perspectiva, vamos utilizar o jogo da onça e a mancala como instrumento facilitador no processo ensino-aprendizagem. Maurício Lima Araújo possui graduação em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte e mestrado em Interações Midiáticas pela PUC-MG. Atualmente, é diretor da Origem Jogos e Objetos. Tem experiência em pesquisa e no desenvolvimento de projetos educacionais e culturais com o tema de jogos. Adalberto Pereira Santos é graduado em Letras (Português/Inglês), pós-graduado em Língua Portuguesa pela PUC-SP. Já atuou como professor de Língua Portuguesa e Língua Inglesa na PMSP e coordenador de projeto educacional de CEU. Consultor educacional da Valente Consultores Associados e atualmente integra a equipe da Divisão Pedagógica na Diretoria de Educação de São Miguel Paulista. Atua em projetos educacionais de inovação docente na PMSP desde 2012, entre os quais estão o Prêmio Educação Além do Prato (2014), Rede de Mobilidade Docente – Projeto Intercultural Bilíngue (2015), Projeto Jogo da Onça: Ação e Interação através do Jogo (2016).

 

10h às 16h – BiblioSesc

O BiblioSesc é um projeto de incentivo à leitura que oferece gratuitamente o empréstimo e a consulta de livros, jornais e revistas. No Festival do Livro e da Literatura de São Miguel, o BiblioSesc disponibilizará seu acervo para consulta em um espaço de leitura.

 

10h às 16h – Mediação de Leitura, com Collectivus de Leitura

A mediação de leitura é um importante instrumento na promoção do encontro entre os livros e os leitores. Por meio do mediador de leitura, os livros ganham vida e nos apresentam possibilidades de mundos, nos trazem emoções e estimulam a imaginação. Além disso, a leitura partilhada potencializa a criação de laços entre as pessoas e os livros. O Collectivus de Leitura é um grupo interdisciplinar formado por pessoas ligadas às áreas de cultura e educação.

 

14h às 15h – SarauLino: #Manifeste-se, com EMEF Senador Lino de Mattos

Venha declamar e sentir todo o poder da poesia da mulher negra. Resistência é o lema dos alunos da EMEF Senador Lino de Mattos, realizadores do SarauLino. Neste sarau, você poderá se manifestar usando balões de HQ. Dê o seu recado contra a discriminação na luta por um mundo melhor. Registre sua foto e compartilhe em suas redes sociais. Vamos fazer essa mensagem viralizar. Junte-se a nós! Participe! Manifeste-se!

 

14h às 15h – Caixas Mágicas de Histórias, com EMEF Dr. Pedro Aleixo

Toda a beleza do folclore africano e indígena escondida em caixas mágicas que prometem mexer com os sentidos e sentimentos de quem ousar conhecê-las. Uma experiência particular, única e inesquecível!

 

15h – Grupo Zumb.boys – “Dança por Correio”

O espetáculo “Dança por Correio” surge da inesperada quebra do cotidiano. De uma maneira poética, os dançarinos vestidos de carteiros levam, não apenas uma mensagem escrita nas cartas, mas uma mensagem embutida na dança e na música, sendo construída para aquela pessoa e para aquele ambiente.

 

15h às 17h – Roda de Conversa – Memórias: Mulheres Negras na Literatura, com Elizandra Souza, Jarid Arraes e Neide Almeida

Neste evento, os jovens frequentadores do Festival do Livro e da Leitura de São Miguel serão convidados a conhecer o percurso e a obra das escritoras Elizandra Souza e Jarid Arraes. A roda de conversa contará também com a presença de Neide Almeida, que dará seu depoimento como leitora e professora de Literatura especialmente interessada na produção ficcional de escritoras negras. Memórias: Mulheres Negras na Literatura propõe que o público conheça as pesquisas e os trabalhos poéticos das participantes, num espaço aberto para ressignificações e identificação com os percursos apresentados, de valorização da cultura negra, que se apresentam como modos de resistência e trajetórias possíveis. Elizandra Souza é escritora e ativista cultural há 16 anos nas periferias de São Paulo. Jarid Arraes é escritora, cordelista e autora dos livros “As Lendas de Dandara” e “Heroínas Negras Brasileiras”. Neide Aparecida de Almeida é mestre em Linguística, pesquisadora na área de Literatura e autora de materiais voltados para a formação de leitores.

 

16h às 17h – Conversa na Praça –uma Conversa Franca sobre o Genocídio da Juventude Negra, com Douglas Belchior, Débora Maria da Silva, do Movimento Independente Mães de Maio, e o cantor Luck Vas

A morte sistemática de jovens negros no Brasil é uma realidade que estampa capas de noticiários dentro e fora do país. Todo ano, 23.100 jovens negros de 15 a 29 anos são assassinados no país. São 63 por dia. Um a cada 23 minutos. Para debater sobre essa situação e refletir sobre quais ações e políticas públicas são necessárias para combater a violência contra a juventude negra, Douglas Belchior, pesquisador e militante brasileiro se encontra com Débora Maria da Silva, fundadora do Movimento Mães de Maio, e o jovem cantor Luck Vas, artista periférico de São Miguel Paulista, e juntos compartilham suas experiências, reflexões e perspectivas. Douglas Belchior é formado em História pela PUC-SP, professor rede pública estadual, fundador e professor no Movimento Uneafro-Brasil; palestrante e conferencista sobre a temática História das Lutas Sociais no Brasil, Questão Racial no Brasil e Direitos Humanos, é colunista de “Lutas Sociais”, no jornal da “TVT – TV dos Trabalhadores”, colaborador na formação da Frente Pró-Cotas Raciais do Estado de São Paulo e das Articulações do Movimento Negro contra o Genocídio da População Negra. Débora Maria da Silva é fundadora do Movimento Independente Mães de Maio e luta para provar que seu filho foi morto por policiais na guerra que não era dele, mas da PM e do PCC, na qual resultou na morte de 564 pessoas durante dez dias no mês de maio em 2006. Mais do que justiça para os próprios filhos, as Mães construíram, ao longo dos anos de atuação e luta, um movimento social de combate aos crimes do Estado ocorridos durante o período democrático e se transformaram em referência para outras famílias preocupadas com a marcha fúnebre que vitima milhares de pessoas todos os anos no Brasil. Luck Vas é poeta, músico e ator. Se integra no livro “Marginais Plácidos”, de 2015 (Slam do Grito), e na “Antologia Poética do Sarau do Peixe”, além de ter ficado entre os dez melhores poetas do Slam Br em 2016. Em seu mais recente trabalho, segue transbordando pura sensibilidade em seu EP “Entre Casas e Nuvens, a Trama”, no qual, com total sutileza, esmiúça sentimentos profundos, mostrando que falar de amor também é um ato de resistência nos dias de hoje. Em cima disso, com muita maestria, cria as sensações mais peculiares e populares, com as quais todos os tipos de pessoas se identificam.
 

18h30 – Apresentação Musical, com Nina Oliveira

Nina Oliveira é cantora e compositora paulista, nascida em Guarulhos em 1997. Em seus shows, apresenta um setlist com canções autorais não apenas belas, mas também com um posicionamento político denso, mostrando não ser apenas uma simples cantora e compositora, mas sim uma grande “artivista”. Nina faz emergir de suas doces melodias uma profunda reflexão sobre questões existenciais, sociais, raciais e de gênero. Absolutamente relevante e necessário para o nosso tempo.

 

19h – Apresentação Musical, com Bia Ferreira

Desde que o tempo é tempo, no mundo se canta… Eis que surge mais voz no mundo negro musical, Bia Ferreira! Num cenário em que a repetição de fórmulas, a vulgarização da sexualidade, a segmentação de mercado, a falta de raízes e outras coisas que ditam as regras no perfil da música brasileira, ela chega portando o estandarte de uma negritude musical performática em gesto, fala, som e cordas. Compositora com potente trabalho autoral, brasileira sem clichê, moderna sem forçar a barra, batuqueira natural, de musicalidade profunda, suavidade jazzística e devota suprema do balanço. Bia é artista do gueto e sua voz é dissonante e ativista.

 

19h às 20h45 – Conversa na Praça – Marcas da Escola e da Vida – Memórias Negras em Narrativas Orais

Em 1996, um grupo de professoras de escola pública municipal da zona leste de São Paulo iniciam um trabalho em torno da questão étnico-racial. Esse trabalho resultou no projeto Arte e Cultura Afro-Brasileira, cujo formato inicial foi desenvolvido até o ano 2000. O projeto tinha foco no combate ao racismo por meio de uma afirmação de identidade negra entre os estudantes. Num contexto em que as escolas mantinham suas portas fechadas às atividades de fins de semana, essa escola passou a oferecer atividades em torno de dança afro, percussão e capoeira. Atrelada à frequência a essas atividades estavam atividades de formação. Nessas condições, conhecemos Juarez Tadeu de Paula Xavier, professor acadêmico e pesquisador na época. Hoje, professor doutor da Unesp e assessor da Pró-Reitoria de Extensão da Unesp. Vinte anos se passaram, esses jovens, hoje adultos, com suas respectivas famílias constituídas reencontram seus educadores e formadores num contexto sociopolítico e histórico diverso. Que lembranças, que marcas tecem as memórias construídas? No que tange à questão da afirmação negra, políticas públicas, o que permanece? O que mudou? Que livros de formação circulavam há 20 anos? Que dicas literárias temos hoje? Venha participar, traga seu relato, compartilhe memórias e reflexões em torno da temática.

 

20h – Cia. Burila – Os Quitutes das Senhoras do Samba

Três mulheres deixam as tarefas domésticas de lado e inventam uma nova cozinha, com novas receitas. Em vez dos tradicionais quitutes, cozinham memórias, temperam lembranças, trituram preconceitos, engrossam resistências, descascam o verbo, degustam canções.

 

21h – Anfiteatro – Show de Encerramento – Letra Preta – Um Canto Mundo

O grito cantando com a Letra Preta é um canto para o mundo. Assim propomos expor uma pequena parte da produção poética periférica, embalada com canções e interpretadas por cantores e cantoras que trazem, nas suas histórias, um olhar profundo sobre a vida de pretos e pretas. O espetáculo “Letra Preta – Um Canto Mundo” pretende trazer para todos uma produção que, apesar de habitar a periferia de São Paulo, dialoga com questões amplas, por que não dizer, mundiais. Convidamos interpretes que vêm desenvolvendo trabalhos que percorrem as feridas sociais e apontam uma necessidade de encontrarmos caminhos para essas cruéis estáticas, que assolam nossas vidas, o suicídio e assassinato do homem negro, o racismo presente nas nossas relações e o machismo/racismo contra a mulher preta. Esse projeto nasce da urgência de a Feira do Livro e da Literatura de São Miguel dialogar, propor e ouvir questões que dignificam a vida das pessoas que habitam e transitam na periferia, podendo se conectar com pessoas de diversos lugares, fortalecendo o propósito de uma praça ser um local de encontro, de ideias, de troca, sendo assim, um espaço de transformação, de esperança.

Nossa música: Adriana Moreira, Luedji Luna, Renato Pessoa, Tita Reis, Mariana Per, Gabrielle Rainer, Heloisa de Lima e Veronica Bonfim.

Nossa poesia: Jô Freitas, Débora Garcia, Almir Rosa, Neide Almeida, Andrio Candido, Elizandra Souza, Rafael Carnevalli, Mariana Felix.

 

Letra Preta

(Renato Gama)

 

A letra quando é preta grita

desfaz os nós, arrepia

Água corrente, cuidado de tia

Fogo de gira, pimenta ardida

 

Fala de todos

Todas na fala

A letra quando é preta

Quando voz, é muita treta

 

A letra é preta

Ninguém se cala

Perceba quando nós plural

Cantando, é muita treta

 

UBS Jardim Lapenna

Rua Serra da Juruoca, 367 – Jardim Lapena

 

14h – Oficina de Brincar – Boneca Abayomi

Em um navio negreiro havia crianças tristes, elas queriam muito brincar, mas não tinham como... Quer saber o final da história? Venha participar da nossa oficina de brincar e conheça a história da Abayomi em forma do teatro de sombras.

Limite: 25 vagas. Para mais informações, entre em contato pelo telefone: 2058-3722

 

Universidade Cruzeiro do Sul

Avenida Doutor Ussiel Cirilo, 93 – São Miguel Paulista

 

9h às 11h – Auditório D – “Dom Quixote de La Mancha”, com a EE Deputado João Dória

A peça teatral apresenta as aventuras de Dom Quixote e Sancho Pança na versão do musical “O Homem de La Mancha”, de Miguel Falabella. O roteiro chama a atenção para questões como a loucura, o abandono, o abuso sexual e a prostituição, mescladas ao humor das personagens e as músicas que constituem a história. Com adaptações inseridas pelos alunos do grupo de teatro Sintonia das Artes, da EE Deputado João Dória, o espetáculo ainda mistura a linguagem do teatro e da música com a arte do circo. Uma apresentação imperdível!

 

Universidade Cruzeiro do Sul

Avenida Doutor Ussiel Cirilo, 225 – São Miguel Paulista

 

9h30 às 11h30 – Pátio – Painéis Feira Preta: Por uma Educação Infantil mais Inclusiva

Os espaços de Educação Infantil são característicos pela ampliação do convívio social, que deixa de ser prioritariamente a família e estende-se aos colegas e profissionais da escola. Esse contato proporciona à criança uma gama de relações sociais com seus pares e com adultos, com diferentes subjetividades, etnias, gêneros e identidades, relações essas que somam grande influência na formação de sua própria identidade e autoimagem. Se antes a criança era vista como um “adulto em miniatura”, com os estudos da sociologia da infância, a partir da década de 1990, desenvolve-se uma teoria do desenvolvimento infantil que reconceitua o lugar das crianças na sociedade, relacionando o conceito de infância com uma construção social. As análises sociológicas demonstram interesse pelas crianças por seu papel de sujeitos e atores sociais, e não mais como objetos passivos, e que devem ser analisadas por variáveis como classe social, gênero e etnia. Texto por Daniele Galvani do Nascimento via Guest Post para o Portal Geledés. O painel propõe uma reflexão acerca dos avanços no campo da inclusão da diversidade racial nas escolas.

 

Painelistas convidadas

Cida Bento, gestora da ONG CEERT, atua no campo da diversidade em recursos humanos há quase 30 anos, tendo escrito livros sobre o tema já na década de 1990 e, desde então, vem desenvolvendo trabalhos em empresas no Brasil. Foi considerada pela revista “The Economist” uma das 50 profissionais mais influentes do mundo no campo da diversidade. É uma das idealizadoras do Prêmio Educar para a Igualdade Racial e de Gênero: Experiências de Promoção da Igualdade Étnico-Racial em Ambiente Escolar, que, em suas edições, mantém os objetivos iniciais de identificar, difundir, reconhecer e apoiar boas práticas pedagógicas e de gestão escolar que promovam, reconheçam e valorizam a diversidade étnico-racial nas escolas. Além disso, traz duas inovações: a incorporação da abordagem de gênero interseccionada à raça e etnia e da educação escolar quilombola.

Luciana Bento, mulher, negra, mãe, esposa, cidadã, professora, pedestre, motorista, filha, cientista social, mediadora de leitura, estudante, livreira, neta, ouvinte, madrinha, consumidora, vizinha, telespectadora, leitora, amiga, consultora, militante,  blogueira. Todas elas juntas num só ser. Luciana é socióloga e educadora e editora na empresa Ciclo Contínuo Editoral. Idealizadora da Iná Livros, uma livraria especializada em diversidade e protagonismo negro e criadora do projeto 100 Meninas Negras, uma lista temática com livros infantis que apresentam meninas negras em posição de destaque. Realiza formações em escolas sobre literatura, diversidade e formação de leitores. 

Jaciana Melquiades, mulher cis negra; educadora, formada em História pela UFRJ; casada; mãe do Matias, hoje empresária, atuou profissionalmente como coordenadora de Educação no Núcleo Estadual de Saúde do Adolescente na Uerj. A maternidade e o trabalho com educação afirmativa afrocentrada em territórios de favela, em que a população negra é majoritária, e dentro do Coletivo Meninas Black Power, do qual faz parte desde 2013, estimularam o desenvolvimento da empresa Era uma Vez o Mundo, em que é sócia-fundadora e CEO. Era uma Vez o Mundo: uma empresa que desenvolve representatividade por meio do afeto. O objetivo é criar elementos positivos dentro do universo infantil para que crianças negras se vejam protagonistas do mundo em que vivem e possam contar as suas narrativas dentro de um contexto em que o respeito seja orientado pela diversidade.

Clélia Virginia Rosa (mediadora), pedagoga e mestre em Educação pela Unicamp. Seu campo profissional envolve a docência nos cursos de graduação em Pedagogia e em cursos de formação continuada para gestores(as) e professores(as). O principal eixo do seu trabalho e pesquisas engloba a infância nos seguintes temas: educação infantil, culturas infantis, formação de professores e metodologias de promoção da igualdade racial. Suas atividades profissionais têm sido como professora no curso de Especialização em Educação Infantil na Universidade Metodista de São Paulo no ano de 2014; consultora do CEERT na Avaliação das Práticas Pedagógicas do 7° Prêmio Educar para Igualdade Racial e de Gênero 2015; formadora de Culturas Infantis e as Relações Étnico-Raciais, aos(às) professores(as) e gestores(as) das Unidades Educacionais da Diretoria Regional de Educação de Campo Limpo (SP), desde 2015, e foi a pedagoga responsável pelo Centro de Referência de Promoção da Igualdade Racial da cidade de São Paulo no ano de 2016.

 

15h – Auditório A 1 – Conversa com Autor(a) – Sujeitos Periféricos: Identidade e Protagonismo

A periferia está no centro? A periferia é apenas um conceito territorial quando pensamos em literatura periférica ou literatura marginal? Ou seja, trata-se de uma literatura que é feita por quem mora na quebrada? Sem dúvida, as periferias têm ganhado cada dia mais espaço na mídia, colocando-as, de certa forma, no “centro” das atenções e curiosidades. Tal visibilidade, que transcende as pautas tradicionais sobre a violência urbana, tem registrado o protagonismo de movimentos culturais das mais diversas expressões e linguagens, entre estes, o movimento da literatura periférica. Se, em outros momentos e por outros escritores não periféricos, a periferia ou personagens à margem foram narrados e povoam os territórios literários na escrita nacional, será que a literatura marginal faz o movimento de deslocar territórios e personagens da posição de objetos narrados, para sujeitos narradores, no “centro” da narrativa periférica? Conceição Evaristo se pergunta: “O que levaria determinadas mulheres, nascidas e criadas em ambientes não letrados, a romperem com a passividade da leitura e buscarem o movimento da escrita?” E responde: “Talvez, estas mulheres (como eu) tenham percebido que, se o ato de ler oferece a apreensão do mundo, o de escrever ultrapassa os limites de uma percepção da vida. Escrever pressupõe um dinamismo próprio do sujeito da escrita, proporcionando-lhe a sua autoinscrição no interior do mundo.”


 

Debatem o tema

Débora Garcia, poetisa e produtora cultural com ampla experiência nas áreas do livro e da literatura. É idealizadora, artista e produtora do Sarau das Pretas. Também atua junto aos coletivos Quilombhoje Literatura e Associação Cultural Literatura no Brasil. É autora do livro “Coroações – Aurora de Poemas”, publicado em 2014 de forma independente.

Akins Kinte, operário da vida diária, nos momentos vagos delicia, briga e enamora as palavras. Autor do livro “Punga”, coautoria com Elizandra Souza (Edições Toró, 2007). Participou de coletâneas literárias como: “Grap Antologia Poética de Jovens Talentos” (2007). “Sarau Elo da Corrente – Prosa e Poesia Periférica” (antologia de 2008), editora Elo da Corrente, Negrafia edição um e dois. Participou do recital Negroesia com o escritor Cuti, com direção de Beta Nunes, apresentado na Casa das Rosas (São Paulo) e na livraria Mazza de Belo Horizonte. Idealizador, diretor, câmera e roteirista do curta “Vaguei nos Livros e me Sujei com a M... Toda” (2007) e dirigiu o documentário “Várzea a Bola Rolada na Beira do Coração” (2010).

Valmir de Souza (mediador), doutor em Letras e professor de Literatura Brasileira, Teoria Literária, História da Cultura e Arte Brasileira. Atuou como pesquisador e coordenador na área de políticas culturais do Instituto Pólis. Autor de vários artigos sobre políticas culturais, literatura e história, entre eles: “São Paulo: Diversidade Cultural e Discurso Oficial” (Revista Pólis, 28), “Violência e Resistência na Literatura brasileira” (In: Everaldo Andrade de Oliveira. org. Os Sentidos da Violência na História, São Paulo: LCTE, 2007).