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Mundo Jovem amplia articulação entre jovens e agentes locais em 2012


JUVENTUDE | FORTALECIMENTO | MOBILIZAçãO 14/01/2013

Maior articulação entre participantes, instituições e agentes locais foi o destaque do Núcleo Mundo Jovem ao longo de 2012. Além da formação para os professores da rede pública, que possibilita a multiplicação da metodologia para jovens, focada no fortalecimento para seus projetos de vida, o Núcleo atuou também na articulação e na participação em redes. Um dos exemplos é o Fórum de Órgãos Públicos e Organizações da Sociedade Civil do Jardim Helena, que, entre outras ações, realizou o Seminário Educação como desenvolvimento local.

Esse seminário reuniu educadores, profissionais das áreas de saúde, assistência social, segurança, justiça e representantes da sociedade civil, todos potenciais porta-vozes das questões do jovem junto a órgãos públicos. O evento recebeu 250 participantes.Viviane Hercowitz, coordenadora doMundo Jovem, considera que, no primeiro semestre, a formação dada a 160 professores da rede municipal de São Paulo, em parceria com a Diretoria Regional de Educação (DRE) de São Miguel, foi uma conquista fundamental. "Favoreceu em muito a integração de agentes locais”, observa.

Mob Jovem e oficinas

No trabalho de atendimento direto, o Espaço Jovem reuniu 15 participantes, com idades entre 12 e 18 anos, que concluíram suas atividades em novembro. Além da formação em temáticas como identidade e diversidade, sexualidade, família e drogas, a novidade do ano foi a criação da comissão Mob Jovem, em que adolescentes organizam eventos voltados à qualidade de vida dos moradores do Jardim Lapenna.

A ação favoreceu a participação e o protagonismo do grupo. Dentre os eventos organizados estão a festa ZYX — em que cerca de 70 jovens puderam dançar e conhecer um pouco dos momentos históricos ocorridos dos anos 1970 para cá — e o acampamento literário no Festival do Livro e da Literatura de 2012 (leia aqui), ocorrido entre 8 e 9 de novembro.

Viviane Soranso, assistente de projetos do Núcleo Mundo Jovem, ressalta que a importância do Mob Jovem está no incentivo à atuação do adolescente e a seu engajamento na comunidade. "Sempre tivemos ações voltadas aos jovens, mas elas eram pensadas por nós. A ideia do Mob era reuni-los para que eles apontassem do que sentiam falta, o que poderia ser melhorado em seu território, o que eles desejavam fazer. O grupo é quem discute e cria a demanda."

Outra iniciativa dos jovens impulsionada pela formação foi a criação de um grupo na Emef Dom Paulo Rolim. Lá, três ex-alunos do Mundo Jovem realizaram oficinas com estudantes entre 13 e 14 anos, sobre temas ligados à diversidade (preconceito e intolerância, por exemplo). Para Andressa Aline Jesus Cavalcante, de 17 anos, que atuou como educadora, as oficinas foram "um desafio e tanto". "Não sabia se ia dar certo porque era uma experiência nova para todo mundo. Mas conseguimos passar um pouco do que aprendemos aos novos colegas", explicou. Andressa revela que a oportunidade lhe deu certeza sobre o curso que irá fazer na faculdade, o de psicopedagogia. "Esse trabalho foi a grande confirmação sobre minha carreira. Já queria trabalhar com educação e, após as oficinas, deu para ter certeza do que quero estudar."

Ela e outros dois jovens educadores foram supervisionados pela professora Érica Andrade Martins Rosa, que é quem aplica as oficinas todos os anos na Dom Paulo Rolim. Para Érica todos foram bem no desafio. "Achei muito positivo, e deixei o convite aberto para participarem no próximo ano."

Segundo Viviane Hercowitz, os resultados vieram em duas vias: melhoria da autonomia e da participação do jovem em seu território, além da integração com as escolas públicas. "Condensar essas duas frentes num mesmo grupo foi muito importante", conclui.