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Ação Família realiza monitoramento e fortalece ações em rede


FAMíLIA 14/01/2013

O Programa Ação Família São Miguel, da Fundação Tide Setubal, realizou em 2012 visitas domiciliares às famílias que estavam ligadas ao programa há mais de um ano, para apurar resultados nos eixos educação, saúde, habitabilidade, trabalho e renda. O monitoramento contribuiu para aprimorar a condução das reuniões socioeducativas, em função dos indicadores de vulnerabilidade constatados. “Dessa maneira, pudemos avaliar a pertinência de nosso trabalho e estabelecer novos direcionamentos”, explica a coordenadora Lucia Amadeo. “Além disso, em 2013, poderemos enfatizar o pacto estabelecido com os participantes, de maneira a se obter resultados ainda mais positivos no futuro.”

As reuniões socioeducativas acontecem quinzenalmente e trataram de temas como convivência entre pais e filhos, família e escola, saúde e moradia, consumo sustentável, orçamento familiar, habilidades e talentos, participação social, além de adolescência e drogas. Em 2012, foram oitos grupos com atividades realizadas nas Emefs Armando Righetti e Padre Chico Falconi, no Céu Três Pontes, no Procedu, no Galpão de Cultura e Cidadania do Jd. Lapenna e no CDC Tide Setubal. Nesses dois últimos existem quatro grupos. Ao todo, somam-se cerca de 170 famílias atendidas.

No evento de encerramento de 2012, as famílias tiveram oportunidade de expressar seus sentimentos e assistir a registros de imagens das atividades do ano inteiro (leia abaixo). Aqueles que já haviam participado por dois anos receberam certificado de conclusão. No Céu Três Pontes, as famílias foram homenageadas com uma apresentação de leitura de poesia e música feita por alunos do 1º ano do ensino fundamental.

Em paralelo ao trabalho direto com às famílias, a equipe do Ação Família participou dos seminários mensais do Fórum de Prevenção à Violência de São Miguel, uma iniciativa de representantes das secretarias de saúde e educação que junto com parceiros da sociedade civil, entre os quais a Fundação e a Rede Criança, promovem a discussão de temas ligados à prevenção da violência.Estiveram em pauta temas como abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, o envelhecimento e a saúde da população negra.

Oficina de culinária

Já na Oficina Escola de Culinária, coordenada pelo Programa Ação Família, aconteceram 21 cursos, com duração de 10 horas cada e uma média de 30 participantes. Os alunos aprenderam a fazer sorvetes, ovos de Páscoa, comida de boteco, bolos e pães, dentre outras delícias para consumo doméstico ou aumento da renda familiar. Os mais procurados foram os módulos sobre chocolate, bolo de vitrine, salgados e doces para festas, confeitaria nacional e lembrancinhas comestíveis. “Esses módulos acenam com possibilidade de gerar renda de maneira mais rápida”, explica Lúcia.

A chef Mara Salles ministrou o curso Saladas Gastronômicas. Lucio Roberto Batista da Silva — especialista em coffee-break corporativo, que recebe apoio do Fundo Zona Leste Sustentável — também esteve na oficina para dar o curso Gastronomia Agora Eu Posso. Os alunos tiveram acesso a outros projetos ligados ao Fundo para conhecer melhor a aplicação prática da culinária como empreendimento.

Confira depoimentos de beneficiados pelo Programa Ação Família.

"O programa traz muito teor informativo. Aprendi, principalmente com a nutricionista, a ter uma alimentação mais saudável. Também aprendi sobre educação das crianças, a conversar com meus filhos sobre drogas e passei a monitorar a internet."

Vivian Paula Fico Lopes, 35 anos, moradora do Jardim Romano, participante do Grupo do Céu Três Pontes

"Achei bem produtivo, esclareceu várias dúvidas que eu tinha sobre como lidar com adolescentes. Comecei até a fazer mais economia em casa. Gostei bastante do encontro em que falaram sobre drogas."

Maria de Fátima Rosa Pereira, 27 anos, moradora do bairro União de Vila Nova, participante do grupo do Procedu

"O curso de gastronomia com o Lucio Roberto teve bastante informação nova, além de ele nos ensinar a cobrar pelo que se faz. Pego encomenda de bolos e, como não posso trabalhar fora porque cuido de minhas duas filhas, pretendo colocar uma placa em casa mesmo para anunciar."

Edicleuma Rosa de Souza Nogueira, 23 anos, moradora do bairro União de Vila Nova, participante do grupo do Procedu

"O Ação Família trata de assuntos muito interessantes. Gostei da reunião em que falaram sobre como lidar com drogados, porque no bairro tem gente que usa drogas, e às vezes eles nos pedem alguma orientação."

Marlene Tolentino, 52 anos, moradora do Jardim Nazaré, participante do grupo da Emef Padre Chico Falconi