Notícias

Grafite, música e dança em conexão no encontro de hip hop


PROGRAMAçãO CULTURAL 26/04/2013

No sábado, 20 de abril, o CDC Tide Setubal foi palco da sétima edição do Encontro da Cultura Hip Hop de São Miguel, evento com 12 horas de programação desse estilo artístico engajado, que mistura dança, grafite, rap e discotecagem. Segundo Inacio dos Santos Neto — coordenador do Núcleo Arteculturação da Fundação Tide Setubal, e organizador do festival —, o público superou mais de 500 pessoas ao longo do dia.

Para Inacio, o ponto alto de 2013 ficou por conta dos painéis grafitados. A produção começou a partir das 10h, com Grylo, Xyrox, Ignoto, Lamah, Bozer, Manulo, Bó, Totó, Ilegal, Cidres, Zíper, Sinha, Alex Antunes e Feik. Participante assíduo do evento, Ignoto Romano, de 30 anos, avalia que o encontro ganha identidade a cada edição: “Ter a sensação de que sempre vai ter algo novo é o que me motiva a comparecer”, disse. Totó Severo, de 31 anos, emendou: “Venho para encontrar amigos, ouvir música e prestigiar a dança. São artistas diferentes a cada encontro, então, marco presença há anos para acompanhar de perto as novidades”.

Entre 15h e 18h, Fernando RV, o Rato Véio, nome consagrado da cultura hip hop da zona leste, se juntou ao público para trazer à tona o talento da comunidade, orientando os interessados numa oficina que abordou o uso de spray e de outras técnicas. “Realizar algo desse tipo é importante, porque fomenta a criatividade e desperta habilidades que muitos nem imaginam ter. Saíram ótimas obras daqui”, afirmou RV.

O coordenador do evento conta que, agora, os painéis vão circular por espaços culturais de São Miguel Paulista. “Afinal, os grafiteiros colocaram ali seu histórico no hip hop e demonstraram o quanto essa arte é importante em suas vidas. As instituições que tiverem interesse em receber a exposição podem contatar a Fundação Tide Setubal”, informa.

Música e dança

A discotecagem começou à tardinha, com o som dos DJs Elvis, Negrito e Davison. O BBoy Ninjinha e seus convidados empolgaram com a dança de rua. A banda SNJ foi uma das mais aguardadas. Jorge Antonio Andrade, o Sombra, de 37 anos, um dos vocalistas, ressalta que a mobilização que o encontro de São Miguel proporciona ajuda no desenvolvimento do hip hop. “Entre um show e outro agendado pelo Brasil, a SNJ compareceu pela primeira vez ao CDC e saímos satisfeitos. O som estava bom, o público receptivo e a comunidade unida. Esse é o nosso objetivo”, concluiu o integrante do grupo de Guarulhos.

Também se apresentaram CausaP, Função RHK, Nocivo Shommon Outra atração de sucesso foi a MC Dory de Oliveira, de 27 anos. “O evento estava completo”, elogiou. “É muito bom ter um espaço de interação como o CDC Tide Setubal para promover nossa arte.”