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A vida como ela é!


19/12/2014

Estreou no último dia 11, a peça Pais e Filhos, encenada por jovens atores que participam do curso de Teatro do Núcleo Arteculturação da Fundação Tide Setubal. Diversos conflitos ocorridos entre gerações, além da descoberta da sexualidade na adolescência são temáticas abordadas pelo grupo. “As cenas foram escritas pelos próprios alunos. Eles se basearam em filmes, textos e na vida real”, diz Marco Gomes, orientador teatral do grupo.

 Com apresentações no espaço da Oficina Luiz Gonzaga, localizada na rua Amadeu Gamberini, 259, em São Miguel Paulista, a primeira apresentação despertou uma série de reações nos espectadores.

Na opinião de Natalye Farias, 16 anos, o espetáculo mostra com humor diversas situações tristes que acontecem diariamente. O  preconceito aos homossexuais é um deles. “As pessoas riem, mas ficam chocadas quando isso acontece dentro da própria família”, comenta. Ana Clara Romero concorda com Natalye.  “Embora muitos assuntos abordados sejam sérios, algumas pessoas preferem não discuti-los”, reflete.  

A atriz Tayná Brás ficou muito feliz com a reação do público.  “Não tenho como descrever a emoção em perceber o interesse da plateia pelas histórias. Ouvir os aplausos para mim significou uma vitória. Estou com este grupo há três semestres, passamos por várias dificuldades, mas depois da apresentação reafirmei uma certeza: o teatro é a minha vida”.  E ela não é a única.

Beatriz Ariel Ferreira conta que quando começou a fazer o curso, era bastante tímida. “Hoje percebo várias mudanças em mim, o teatro me fez refletir sobre quem sou e sobre quem quero ser. E isso pode ser a chave para que o público entenda a mensagem que queremos passar”, finaliza.

 

Depoimentos da plateia

“Estou muito orgulhosa em ver meu filho contracenar. Ele realmente se envolveu com a peça e percebo o quanto isso é importante. Ver os risos e ouvir os aplausos da plateia fizeram com que eu sentisse mais vontade de apoiá-lo”, diz Cirlene Galan Angelin, mãe de um dos atores.

“Gostei bastante da peça. Eu estava assistindo ao espetáculo e veio a lembrança de um filme francês “Encontro e desencontros”, comenta Claudemir Santos