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Jovens organizam debate sobre ocupação de espaço público e direito à cidade


JUVENTUDE 10/12/2015

No dia 6 de novembro, o dia começou movimentado. Um dos destaques da programação foi o debate Olhares pela Cidade, com a proposta de debater a ocupação do espaço público e o direito à cidade. A ideia do debate nasceu com a experiência dos jovens do Projeto Espaço Jovem em um passeio pela Avenida Paulista, onde passaram por diferentes situações de preconceito.

Com o objetivo de refletir sobre o episódio os jovens produziram o vídeo Paulista pra quem? O material disparou o debate que aconteceu na Praça do Forró e contou com a participação dos jovens doProjeto Espaço Jovem e um Passe para Arte, do Galpão de Cultura e Cidadania e do CCA Jardim Lapenna – Sasf Procedu. 

Com o intuito de trazer mais elementos para discussão foram convidados por Viviane Hercowitz, coordenadora do Núcleo Mundo Jovem e Viviane Soranso, assistente de Projetos, ambas da Fundação Tide Setubal;Júlio Cesar Marcelino e Patrícia Freire, do Movimento Cultural Penha, do Projeto Patrimônios Culturais em Rede, com o apoio do Programa Redes e Ruas e com a Giselle Vitor da Rocha, formadora da equipe Técnica do Programa Jovens Urbanos -CENPEC.

Durante, o debate, os jovens relataram a visita que fizeram a Avenida Paulistae ampliaram adiscussão com temas como a construção de nossa cidade, a migração dos nordestinos para São Paulo, em busca de uma vida melhor; os preconceitos e discriminações  raciais, os códigos e regras que compõe a cidade e seus espaços públicos.

Na opinião de Guilherme Souza Santos, o tema debatido dentro do Festival serviu como um alerta. “Estou orgulhoso de conseguirmos expor a situação, não podemos mais ficar calados ou deixar que esses ‘pré-conceitos’ façam parte das regras da cidade. Fazemos parte dela também, por isso temos que entender para poder mudar os códigos”.  

“Queremos muito que o mundo mude, então temos que começar a nos expressar melhor e dizer o que realmente queremos”, completa Luana Martins.

Já Kelvin Batista da Silva acredita que o festival sirva de incentivo para que não somente ele, mas todos aprendam a lutar por seus direitos. “Se queremos um mundo melhor para os nossos filhos, temos pelo menos que saber reivindicar nossos direitos. Não podemos assistir a tudo quietos. É preciso tentar mudar, caso contrário o preconceito, o racismo e a discriminação social se perpetuarão.”

Confira o vídeo produzido pelos jovens: https://youtu.be/ScfK72wSg0o