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Fundação Tide Setubal participa da criação do primeiro plano de bairro participativo da cidade


14/06/2017

 

Moradores do Jardim Lapenna e um colegiado formado por instituições locais, ao lado da Fundação Tide Setubal e da FGV São Paulo, estão construindo o primeiro Plano de Bairro Participativo da Várzea do Rio Tietê, lançado no dia 10 de junho. As propostas serão criadas a partir de oficinas com a comunidade e com o colegiado local, para posteriormente serem apresentadas à prefeitura, que pode editar um decreto que reconheça o Plano de Bairro Participativo da Várzea do Tietê como uma ferramenta para o Plano Diretor da Cidade de São Paulo, uma iniciativa inédita na capital.

O Plano de Bairro Participativo pode propor decisões urbanísticas para as áreas de iluminação, segurança, resíduos sólidos, pavimentação, ciclovia, pontos de ônibus, micro drenagem, dentre outros elementos de infraestrutura. “A expectativa é engajar a população para que participe de fóruns e debata os principais problemas e potencialidades do seu entorno e, a partir daí, construa um plano de desenvolvimento sustentável para o bairro, criando um território de direitos. Afinal, esse é o verdadeiro empoderamento do cidadão pela cidade”, comenta Ciro Biderman, pesquisador da FGV.

Nesse contexto, após a realização das oficinas com os moradores para identificar as condições do seu território, riquezas e desafios, além da priorização de demandas e ações, serão feitas as análises com o colegiado formado por nove instituições locais e fóruns para a elaboração final do Plano.

A mobilização dos moradores é um movimento contínuo e constantemente alimentado no Jardim Lapenna. Pensar melhorias para o bairro é o que move o Fórum de Moradores do Jardim Lapenna, animado pela Fundação Tide Setubal há cerca de dez anos.

Esse trabalho em articulação com instituições locais e o poder público gerou a conquista de uma unidade básica de saúde com atendimento do Programa Saúde da Família, a construção da CEI Jardim Lapenna e da CEMEI Jardim Lapenna I, um Centro da Criança e do Adolescente, o acesso à estação São Miguel, além do coletor tronco, que atendeu parte significativa do território e foi fundamental  para o saneamento básico da região. Continuar buscando caminhos foi também o propósito da ação iniciada em 2016 pela Fundação Tide Setubal denominada ‘Território Educador’ e que nesse momento conta com a adesão e engajamento das instituições locais com a Consultoria da Fundação Getúlio Vargas.

“A mobilização da comunidade que vive no Jardim Lapenna não é de hoje. Conquistas importantes foram alcançadas ao longo dos últimos 10 anos. E, mais recentemente, houve um processo de reflexão, abordando o tema: ‘o que você sonha para o seu bairro?’ Foram realizados encontros e elaborado um mapeamento simbólico a partir dos desejos de mudança com a participação, por meio de estratégia político – pedagógica, de instituições e moradores.  Essa reflexão indica um caminho importante para o planejamento do bairro, que necessita dar passos para atender demandas infraestruturais e tem se tornado ainda mais necessário desde 2013, quando houve um salto populacional na região”, explica José Adeve, coordenador de projetos da Fundação Tide Setubal.

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