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Clube de Leitura 2019 inicia em julho – conheça as articuladoras de cada região


CLIPE 01/07/2019

 
por Suzana Gnipper
 
Com objetivo de formar novos leitores e por acreditar no poder transformador da cultura, a Fundação Tide Setubal, em parceria com a Companhia das Letras, iniciou em 2018 o projeto clubes de leituras. Presente nas cinco macrorregiões da capital paulista (norte, sul, centro, leste e oeste), trata-se de espaços alternativos onde se pode compartilhar experiências literárias, dúvidas e impressões territoriais. Os clubes são mediados por agentes culturais, que estimulam os leitores, de idades e ocupações variadas, a conversarem sobre livros sugeridos.
 
Para 2019, “os participantes vão ler cinco livros que rodiziarão entre os clubes”, explica a auxiliar de produção cultural da Fundação, Sabrina Duarte, sobre a dinâmica prevista. Os livros para este ano são “Mulheres na Luta: 150 anos em busca de liberdade, igualdade e sororidade” (Marta Breen e Jenny Jordahl), “O Sol na Cabeça” (Geovani Martins), “Hibisco Roxo” (Chimamanda Ngozi Adichie), “50 Poemas de Revolta” (Mário de Andrade a Adelaide Ivánova) e “A Revolução dos Bichos: Um conto de fadas” (George Orwell).
     
Também são promovidos os chamados ‘encontrões’, eventos abertos em que os leitores têm a oportunidade de conversar com escritores convidados pela Fundação e pela Cia das Letras. “Assim como no ano passado, ocorrerão cinco encontros mensais, em cada região atendida, que serão organizados pelo articulador literário junto aos participantes do seu clube”, adianta Sabrina.
     
O processo de seleção dos mediadores para este ano se deu por meio de análise de formulário e entrevista presencial. Saiba mais sobre os articuladores de cada região:
     
Zona Leste será realizado na Cidade Tiradentes com Débora Garcia, formada em Serviço Social pela UNESP, poetisa, gestora cultural, idealizadora e artista no coletivo Sarau das Pretas, atua junto aos coletivos Quilombhoje Literatura e Associação Cultural Literatura no Brasil, é autora do livro “Coroações – Aurora de poemas” e trabalha no Anexo de Violência Doméstica e Familiar da Comarca de Suzano.
 
Zona Oeste será realizado no Jardim Uirapuru com Felipe Salles Silva,  bibliotecário, educador popular, articulador literário da periferia, promove aulas de redação e sociologia no Cursinho Livre Cláudia Silva Ferreira, no extremo da zona oeste.
 
Zona Sul será realizado no Grajaú por Thais Fernanda,  psicóloga de formação, mestranda em Psicologia Social pela PUC-SP, educadora social com enfoque em juventudes periféricas, co-fundadora do Coletivo Carolinas Soltem Suas Vozes e atuante na Coletiva Lobas.
 
Zona Noroeste será realizado no Bairro de Perus por Thais Santos, bacharel em Química pela FOC, co-fundadora da Comunidade Cultural Quilombaque, professora e coordenadora de núcleo da rede de educação comunitária UNEAFro Brasil, integrante da Frente Nacional de Mulheres do Hip Hop FNMH2 egestora da Biblioteca Comunitária Baobá.
 
Centro será realizado na Casa Amarela em Higienópolis por Wanessa Sabbath,  quilombola, dramaturga, atriz, arte educadora, artista plástica, pesquisadora das culturas afro e indígena, fundadora do primeiro quilombo urbano de artistas do centro de São Paulo, conhecido como Casa AmarEla Quilombo Afroguarany.
 
Os clubes de leitura fazem parte do Circuito Literário nas Periferias (Clipe), criado pela Fundação a fim de fortalecer manifestações culturais periféricas. Em seu primeiro ano, integrou 20 pessoas por território e reuniu aproximadamente 500 pessoas nos encontrões públicos.
 
Sabrina afirma que o grande desafio do projeto, para 2019, “é que os leitores permaneçam no projeto do começo ao fim e que circulem entre as regiões”. O próximo ciclo dos clubes de leitura iniciará em julho deste ano.