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Segunda temporada do podcast ‘Escute as Mais Velhas’

Com certeza, em algum momento, você já ouviu o conselho “escute as mais velhas“. Não é para menos: dicas como essas têm razão de ser. Afinal, nos referimos a pessoas cujas vastas vivências lhes permitem falar com propriedade sobre diversos temas que estruturam e movem a sociedade.

Essa é a premissa da segunda temporada do podcast Escute as Mais Velhas. Produzido pelo Estúdio Novelo e capitaneado por Sueli Carneiro e Maria Alice Setubal, o projeto da Fundação Tide Setubal tem como objetivo, a partir da vivência dessas duas referências, preencher lacunas da história. Assim sendo, esse espírito passa também por celebrar a trajetória de mulheres extraordinárias.

Dentro dessa lógica, Maria Alice Setubal e Sueli Carneiro conduzem, durante episódios lançados a cada semana, sempre às terças-feiras, entrevistas com representantes de importância inquestionável dentro da luta feminista e da promoção dos direitos humanos no Brasil. Além disso, essa abordagem inclui também o diálogo entre passado, presente e futuro.

 

Por que ouvir a segunda temporada do podcast Escute as Mais Velhas?

 

Cada diálogo que compõe a segunda temporada do podcast Escute as Mais Velhas tem nuances e particularidades definidas. Todavia, todos eles têm um grande ponto em comum.

Trata-se, enfim, de entender como foi o processo para consolidar a presença das mulheres na construção do Brasil que conhecemos e que se objetiva aprimorar para essa geração. Obviamente, isso vale também para as próximas gerações, que desta vez mostram na prática o que aprenderam com os passos que as lideranças pioneiras deram décadas atrás.

Desse modo, o programa tem também como objetivo apontar caminhos e horizontes para as gerações atuais e futuras criarem um mundo pautado pela equidade e pela justiça.

Confira semanalmente os episódios no feed da segunda temporada do podcast Escute as Mais Velhas. Por fim, o programa está disponível no seu agregador favorito:

 

Ouça a seguir o trailer da segunda temporada do podcast Escute as Mais Velhas:

 

 

Episódio 1: Rosiska Darcy

A jornalista e escritora Rosiska Darcy nunca se encaixou na moldura pensada para as mulheres da sua época. Já na adolescência, ela criou com as amigas um grupo cujo primeiro mandamento era não respeitarás portas fechadas. E foi isso o que ela fez a vida inteira.

No final dos anos 1960, no auge da ditadura militar brasileira, Rosiska ficou exilada na Suíça, onde conheceu o movimento de mulheres.

Imortal da Academia Brasileira de Letras, onde ocupa a cadeira 10, Rosiska Darcy é a primeira convidada da segunda temporada do podcast Escute as Mais Velhas. Durante o episódio, ela conta um pouco de sua trajetória e reflete como, de certa forma, o movimento feminista salvou a sua vida.

 

 

Episódio 2: Jurema Batista

Professora e ativista dos Direitos Humanos, Jurema Batista foi a primeira deputada estadual negra do estado do Rio de Janeiro. Sempre ao lado da sua comunidade, no final dos anos 1970 fundou e presidiu a Associação de Moradores do Andaraí, na zona norte do Rio.

A entidade, que nasceu para preservar a memória de um morador — um homem negro — morto pela polícia, tornou-se a motivadora de diversas mudanças estruturais na comunidade.

Listada como uma das mil mulheres indicadas ao Nobel da Paz em 2005, Jurema é a convidada do episódio desta semana. Ao lado de Sueli Carneiro e Neca Setubal, ela fala, então, sobre a formação do Movimento Negro Unificado (MNU). O episódio aborda também as lutas do movimento feminista negro ao longo dos anos.

 

 

Episódio 3: Amelinha Teles

Os anos da ditadura deixaram marcas profundas em Amelinha Teles. A jornalista, escritora e ativista dos Direitos Humanos foi presa e barbaramente torturada no Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) junto com toda a sua família.

Quando saiu da prisão, em meados dos anos 1970, fundou o Jornal Brasil Mulher, publicação destinada a lutar pela anistia e pelos direitos femininos. Foi aí que começou sua ampla militância pelo direito das mulheres.

Diretora da União de Mulheres de São Paulo e coordenadora do Projeto Promotoras Legais Populares, Amelinha Teles relembra, ao lado de Sueli Carneiro e Neca Setubal, a luta contra a ditadura e as dificuldades de abordar a pauta de gênero nos movimentos de esquerda.

 

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