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Confira o resultado do Programa Ancestralidades de Valorização à Pesquisa 2026

O Programa Ancestralidades de Valorização à Pesquisa 2026 já tem definidas as 12 pesquisas que fazem parte do rol de premiação.

Com o mote temático Arte e Cultura na Educação Integral em Perspectivas com Saberes Afrodiaspóricos e Indígenas, a iniciativa da Plataforma Ancestralidades, de Fundação Tide Setubal e Itaú Cultural, tem como foco – e razão de ser – fomentar e reconhecer projetos voltados à promoção de perspectivas plurais, inclusivas e democráticas na construção de saberes.

O processo de seleção considerou, então, projetos que se encaixaram em um dos quatro eixos temáticos dentro das categorias de Pesquisa e Estudos Concluídos e Pesquisa e Estudos em Andamento. Confira as subdivisões a seguir: 

  • Expressões Artísticas e Linguagens;
  • Identidade, Memória e Patrimônio;
  • Diversidade e Direitos Humanos;
  • Sustentabilidade e Território.

Desse modo, cada pesquisadora e pesquisador responsável inscrita na categoria Pesquisa e Estudos Concluídos receberá R$ 18 mil. Já quem se inscreveu em Pesquisa e Estudos em Andamento contará com R$ 12 mil.

Radiografia das inscrições

Os 12 projetos selecionados Programa Ancestralidades de Valorização à Pesquisa 2026 fazem parte de grupo composto por 400 inscrições de todas as regiões do país. A título de comparação, esse número representa o crescimento de 48% na submissão de projetos, uma vez que a segunda edição do edital contou com 298 propostas enviadas.

Outros aspectos emblemáticos passam pela composição demográfica do grupo de pesquisadoras e pesquisadores cujos projetos foram selecionados.

Em âmbito racial, dez pessoas são autodeclaradas negras, em conformidade com a classificação étnico-racial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre esse grupo, sete são pardas e três, pretas.

Quando se considera o gênero, oito pessoas selecionadas são mulheres e quatro, homens. Vale destacar que quatro integrantes se declararam mães ou responsáveis legais por menores de 18 anos. Ainda, uma pessoa declarou também ter algum tipo de deficiência.

No que diz respeito à faixa etária, quatro pessoas selecionadas têm entre 30 e 34 anos, ao passo que seis têm entre 35 e 44. Ainda, duas têm idade entre 45 e 49 anos.

Outro ponto a se considerar passa pela segmentação geográfica. Cinco pessoas pesquisadoras são da região Sudeste; quatro, do Nordeste; duas estão na região Sul e uma, no Norte. Confira a distribuição estadual:

  • Bahia: 3;
  • Ceará: 1;
  • Minas Gerais: 2;
  • Pará: 1;
  • Rio de Janeiro: 1;
  • Rio Grande do Sul: 1;
  • Santa Catarina: 1;
  • São Paulo: 2.
     

Em âmbito temático, 11 projetos estão inseridos na área de conhecimento relativa a pesquisas em Educação e um, em Artes e Humanidades.

Além disso, oito pesquisas estão em andamento e quatro foram concluídas, ao passo que dez pessoas selecionadas estão em universidades públicas e outras duas, em instituições privadas. 

Outro ponto passa pelo vínculo institucional: 11 pessoas têm vínculos com universidades e uma tem com coletivos acadêmicos.

Os projetos selecionados no Programa Ancestralidades de Valorização à Pesquisa 2026

Confira a seguir, em ordem alfabética, as 12 pesquisas selecionadas no Programa Ancestralidades de Valorização à Pesquisa 2026 nas categorias de Pesquisa e Estudos Concluídos e Pesquisas e Estudos em Andamento:
 

Pesquisa e Estudos Concluídos

  • Alan Alves Brito (Porto Alegre-RS): Cosmologias e cosmopolíticas afropindorâmicas: relações céu-terra para a educação antirracista das ciências e das artes na Améfrica;
  • Fernanda Gonçalves Lima (Porto Seguro/BA): Literatura Pindorâmica: caminhos para desconstrução de estereótipos;
  • Francislene Conceição Freitas de Sales (Nazaré/BA): Faraimorá: uma poética didático-pedagógica de teatro negro;
  • Silvana Mindua Vidal Verissimo (Biguaçu/SC): Infância Guarani, travessia, brincadeira: Kyringue onheovangaa. 

Confira nesta página as descrições dos respectivos projetos.

Pesquisa e estudos em andamento

  • Christiane Fernandes Avelino (Brumadinho/MG): Nzadi Ateliê: metodologias situadas em um afroterritório de criação, cuidado e formação;
  • Gabriela Nascimento Ananias (Campinas/SP): “Volte, pegue”… e escreva: formação de estudantes-autores na educação básica a partir da Educação das Relações Étnico-Raciais;
  • Gleyce Kelly Maciel Heitor (Belo Horizonte/MG): Metodologias, condutas e protocolos restaurativos diante de episódios de racismo nos museus;
  • Luciano Hebert de Lima Silva (Fortaleza/CE): Capoeira, ancestralidade e formação docente: uma matriz afro-brasileira para a Educação Integral antirracista;
  • Luiz Carlos Coelho de Oliveira (Rio de Janeiro/RJ): Arte-educação: a formação de leitores e escritores entre a formação docente e o aquilombamento;
  • Qircia Aparecida Fonseca Santana (Iraquara/BA): Narrativas femininas no diálogo de saberes entre a escola e a comunidade quilombola do Escôncio em Iraquara (BA) como possibilidade para uma educação ambiental crítica;
  • Samilly Valadares Soares (Ananindeua/PA): Instituto Perpetuar, Pororoca de Saberes e Territórios Educacionais;
  • Valmir Luis Saldanha da Silva (Jacareí/SP): Autofagia: a literatura negro-brasileira como prática de construção de si no ensino e no território contra o epistemicídio.

Confira nesta página as descrições dos respectivos projetos.

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