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Home > Artigos > A violência contra mulheres é uma batalha por imaginários
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A violência contra mulheres é uma batalha por imaginários

5 de janeiro de 2026
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Por que é necessário destacar que a violência contra mulheres é uma batalha por imaginários? E quais são os caminhos para apresentar novos caminhos que promovam a equidade de gênero?

 

Este é o ponto de partida do artigo sobre esse tema publicado na Folha de S.Paulo, em 28 de dezembro, que tem Maria Alice Setubal, presidente do Conselho Curador da Fundação Tide Setubal, como uma das autoras. Assinam também o artigo Beatriz Della Costa Pedreira, idealizadora e codiretora do Instituto Clarice; e Mariana Ribeiro, codiretora do Instituto Clarice.

 

O artigo mostra, por meio de dados e evidências, como a violência contra mulheres é reflexo da revolta de estruturas machistas e patriarcais contra os avanços em favor da equidade de gênero que aconteceram nas últimas décadas. Nesse sentido, o texto destaca que episódios de misoginia e de feminicídio consistem em tentativa de restauração de estrutura social na qual mulheres se subjugou o papel das mulheres às vontades e ao protagonismo masculinos.

 

“É no campo das narrativas que a disputa se trava. A violência que mata mulheres é o ponto de chegada de um movimento cultural histórico, mas que vem ganhando força e organização: a ideia de que “as mulheres foram longe demais”. De que seus corpos e identidades precisam “voltar ao lugar natural de pertencimento” —sob controle, comando e subjugação masculina.”

 

A urgência no combate à violência contra mulheres

O artigo A violência contra mulheres é uma batalha por imaginários destaca que a construção de novos horizontes socioculturais e políticos é urgente. Desse modo, o texto evidencia que é de importância ímpar sair da abordagem reativa e propor a construção de novos paradigmas nesse contexto.

 

Assim sendo, o trio que escreveu o artigo destaca que construir novos imaginários sociais é, então, um antídoto no enfrentamento à misoginia.

 

“Não basta proteger mulheres da violência —é preciso desmontar a arquitetura simbólica que a autoriza. Isso exige investimento deliberado em movimentos culturais, narrativas públicas e produção simbólica que ampliem os horizontes sobre o papel das mulheres e desnaturalizem a associação entre feminilidade, submissão e espaço doméstico.”

 

Para ler e aprofundar o diálogo

Por fim, o artigo A violência contra mulheres é uma batalha por imaginários está disponível, na íntegra, no site da Fundação Tide Setubal. Baixe-o para ler e saber a importância do diálogo sobre esse tema em âmbitos social, político e econômico.

 

Confira também em nosso site os demais artigos de autoria de Maria Alice Setubal, também publicados na Folha de S.Paulo.

 

 

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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