Institucional

Vulnerabilidade social

O que entra em pauta quando se fala em vulnerabilidade social é o fato de pessoas não terem assegurados os direitos mais elementares – inclusive previstos na Constituição Federal de 1988. Elas têm de modo insatisfatório – ou mesmo inexistente – acesso à alimentação, cuidados com a saúde, educação, moradia, lazer, mobilidade urbana, entre demais aspectos.

Apesar de haver definições diversas a respeito, todas elas passam pela cristalização de desigualdades não somente financeiras, mas de acessos a serviços e direitos básicos. O artigo O conceito de vulnerabilidade social no âmbito da psicologia no Brasil: uma revisão sistemática da literatura, dos pesquisadores Juliano Beck Scott, Caroline de Abreu Prola, Aline Cardoso Siqueira e Caroline Rubin Rossato Pereira, passa por essa dimensão. Nesse sentido, trata-se de “desequilíbrio entre recursos materiais e simbólicos disponíveis ao sujeito e suas necessidades”.

Ainda segundo esse mesmo artigo (apud Macedo & Kublikowski, 2009), “a vulnerabilidade social das pessoas, famílias ou comunidades é então entendida como uma conjugação de fatores que pode afetar o nível de bem-estar das pessoas, famílias ou comunidades e que resulta em uma exposição maior ao risco.”

Análise e combate à vulnerabilidade social

Desse modo, o caráter multifatorial nesse cenário baseia, entre diversas iniciativas, o desenvolvimento do Atlas da Vulnerabilidade Social, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Por meio de dados de diversos segmentos – infraestrutura urbana, acesso à Saúde e à Educação, por exemplo -, o projeto “possibilita a consulta de indicadores e índices associados à temática da vulnerabilidade social, inclusive o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS)”.

E é essa dimensão que fundamenta o trabalho da Fundação Tide Setubal no enfrentamento das desigualdades em âmbito multidisciplinar. Essa lógica norteia todas as áreas, como Prática de Desenvolvimento Local e Fomento a Agentes e Causas, e dos cinco programas de influência. Todos esse segmentos atuam para “influenciar a opinião pública, o investimento social privado e os governos para que se inspirem, atuem e invistam de forma colaborativa e articulada, tendo as periferias e seus sujeitos como prioridade”.

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