• Ir para o conteúdo
  • Ir para o menu
  • Acessibilidade
  • Contato
  • EN
Fundação Tide Setubal
  • A Fundação
    • Quem somos
    • Quem foi Tide Setubal
    • História
    • Equipe e conselho
    • Transparência
    • Parcerias
  • Atuação
    • Como atuamos
    • Prática de Desenvolvimento Local
      • Desenvolvimento Humano
      • Desenvolvimento Urbano
      • Desenvolvimento Econômico
    • Fomento a Agentes e Causas
      • Fortalecimento de organizações e lideranças periféricas
      • Apoio à pesquisa
      • Mobilização de ISP e da sociedade civil
      • Projetos apoiados
    • Programas de Influência
      • Cidades e Desenvolvimento Urbano
      • Democracia e Cidadania Ativa
      • Lideranças Negras e Oportunidades de Acesso
      • Nova Economia e Desenvolvimento Territorial
      • Planejamento e Orçamento Público
      • Saúde Mental e Territórios Periféricos
    • Comunicação
    • Desenvolvimento Organizacional
  • Iniciativas
  • Galpão ZL
    • Galpão ZL
    • Agenda
  • Editais
    • Editais para as periferias
    • Elas Periféricas
      • Elas Periféricas 1
      • Elas Periféricas 2
      • Elas Periféricas 3
      • Elas Periféricas 4
    • Matchfunding Enfrente
    • Edital Traços
    • Territórios Clínicos
      • Edital Territórios Clínicos 2021/2022
      • Edital Territórios Clínicos – Segunda Edição
  • Em Rede
  • Notícias
  • Conhecimento
    • Artigos
    • Publicações
    • Materiais de Estudo
  • Glossário
  • Imprensa
    • Contato de Imprensa
    • Releases
    • Na mídia
  • Podcast
    • Podcast Essa Geração
      • Temporada 1
      • Temporada 2
      • Temporada 3
      • Temporada 4
      • Temporada 5
      • Temporada 6
      • Temporada 7
      • Temporada 8
    • Podcast Desiguais
    • Podcast Escute as Mais Velhas (temporada 1)
    • Podcast Escute as Mais Velhas (temporada 2)
  • Contato
  • Acessibilidade
  • EN
Facebook LinkedIn
Home > Comunicação > Notícias

Qual é a proporção de pessoas negras na magistratura brasileira?

A proporção de pessoas negras na magistratura brasileira mostra flagrante sub-representação racial nesses espaços.

10 de agosto de 2023
Imagem da estátua "A Justiça", de Alfredo Ceschiatti. A obra aparece à frente da fachada do STF. A foto ilustra o texto sobre a sub-representação negra na magistratura brasileira. Imagem da estátua "A Justiça", de Alfredo Ceschiatti. A obra aparece à frente da fachada do STF. A foto ilustra o texto sobre a sub-representação negra na magistratura brasileira.
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF) com estátua A Justiça, de Alfredo Ceschiatti, em primeiro plano.

A afirmação a seguir não contém exageros: a magistratura brasileira passa longe de representar a população do país. Enquanto a população autodeclarada negra corresponde a 56% do total – e entre a qual 10,6% se declara preta -, apenas 12,8% de magistradas/os são negras/os segundo a pesquisa Negros e Negras no Poder Judiciário, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Ainda de acordo com o mesmo levantamento, 5% da magistratura brasileira é composta por mulheres negras. Ou seja, a sub-representação da população negra, em particular de mulheres negras, é flagrante.

Quando o Supremo Tribunal Federal (STF) entra na história, a discrepância e a desigualdade racial são ainda mais flagrantes. Em toda a história da Suprema Corte do país, somente três homens negros fizeram parte dela: Pedro Augusto Lessa (1907-1921), Hermenegildo de Barros (1919-1937) e Joaquim Barbosa (2003-2014). Como se isso não fosse o bastante, nunca uma mulher negra esteve no STF.

Apesar dos injustificáveis e indefensáveis ataques antidemocráticos realizados contra o STF recentemente, pode-se entender por que parcela populacional não se sente representada pelo Judiciário. De acordo com a pesquisa Percepções Sobre o Racismo no Brasil, do Instituto de Referência Negra Peregum e do Projeto Seta, somente 5% de pessoas sentem-se representadas nesse espaço. E a percepção entre pessoas brancas não é muito mais positiva nesse sentido: apenas 16% têm avaliação positiva nessa direção

Lígia Batista, atualmente diretora-executiva do Instituto Marielle Franco, considera que a disparidade racial na magistratura é um sintoma e motor de desigualdades. “No campo simbólico, enxergar o poder judiciário como uma instituição dominada pela branquitude e um lugar que, dada a ausência de negros em seus posições importantes, fortalece a mistificação sobre o seu lugar. Ele é percebido como alguém que não tem nenhum outro papel nesse sistema exceto o da figura criminalizada pelo poder judiciário.

Episódio da série Caminhos: Trilhas Coletivas pela Equidade Racial sobre como é ser uma liderança política negra no Brasil

Incluir para legislar e representar

Campanhas em favor da nomeação de uma ministra negra para o STF, como a ação recém-lançada pela Coalizão Negra por Direitos, têm razão de existir. Afinal, por uma questão de representatividade populacional, nada justifica a Suprema Corte e a magistratura brasileira terem composição majoritariamente branca e masculina.

Em entrevista ao site da Fundação Tide Setubal, Felipe da Silva Freitas, doutor e mestre em direito pela Universidade de Brasília (UnB), destacou a relação entre a baixa presença de pessoas negras em espaços de poder e decisão – inclusive na esfera judiciária.

“A baixa presença de pessoas negras é, em si, um problema porque evidencia o caráter violento e autoritário da nossa sociedade na medida em que nega à maioria da população a possibilidade de participar dos espaços em que se decide o seu próprio destino. Entretanto, essa exclusão tem efeitos negativos que ultrapassam o segmento negro. O pior é que nem sempre a gente se dá conta disso.”

Por fim, o apagamento e a subjugação de lideranças foi apontada por Isaura Genoveva, advogada no Instituto de Proteção, Promoção aos Direitos Humanos e Acesso à Justiça, durante a série Caminhos: Trilhas Coletivas pela Equidade Racial. “Não há ausência, mas sim apagamento e o ato de esconder. Conhecemos as nossas lideranças e sabemos quais pessoas são importantes e vieram antes – e o que produziram. Ao pegarmos a história, veremos que há lideranças negras em todas áreas: na ciência, na cultura, na matemática, no direito.”

Saiba mais

+ Entrevista com Felipe da Silva Freitas sobre a presença reduzida de pessoas negras na magistratura negra

+ Entrevista com Lígia Batista sobre a discrepância racial na esfera judiciária

+ Relato do evento Plataforma Alas em Debate sobre debates diversos, inclusive na esfera jurídica

Texto: Amauri Eugênio Jr. / Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Receba conteúdos novos periodicamente

Conteúdos relevantes no seu e-mail

Você também pode gostar

Cena do filme 'Nossos Sonhos pela Janela'. Cinco adolescentes aparecem com roupas para se proteger da poluição que predomina em um futuro distópico. Cena do filme 'Nossos Sonhos pela Janela'. Cinco adolescentes aparecem com roupas para se proteger da poluição que predomina em um futuro distópico.
COMUNICAçãO

Curta-metragem ‘Nossos Sonhos pela Janela’ apresenta um chamado para evitarmos um futuro catastrófico

De Fundação Setubal 17 de dezembro de 2024

Imagem de duas garotas de mãos dadas em meio a um beco. Uma delas usa um vestido branco e a outra, uma camiseta branca e calça jeans - ambas usam lenços na cabeça na cor branca. A foto é uma cena do curta-metragem 'Orí Semente'. Imagem de duas garotas de mãos dadas em meio a um beco. Uma delas usa um vestido branco e a outra, uma camiseta branca e calça jeans - ambas usam lenços na cabeça na cor branca. A foto é uma cena do curta-metragem 'Orí Semente'.
COMUNICAçãO

‘Orí Semente’ mostra o papel da fé e da religiosidade no desenvolvimento de crianças e adolescentes

De Fundação Setubal 31 de outubro de 2025

Imagem de suas pessoas sentadas em frente a um notebook em uma mesa - close nas mãos de ambas. Cada uma delas faz anotações nos seus respectivos cadernos. A foto ilustra a nota sobre a importância de dados e evidências no enfrentamento das desigualdades. Imagem de suas pessoas sentadas em frente a um notebook em uma mesa - close nas mãos de ambas. Cada uma delas faz anotações nos seus respectivos cadernos. A foto ilustra a nota sobre a importância de dados e evidências no enfrentamento das desigualdades.
COMUNICAçãO

Como dados e evidências ajudam a qualificar ações para enfrentar as desigualdades?

De Fundação Setubal 16 de outubro de 2025

Voltar a pagina inicial Voltar à página inicial Voltar ao topo Voltar ao topo
Fundação Tide Logo Rodapé Mobile Fundação Tide Logo Rodapé desktop
R. Jerônimo da Veiga, 164, 13° andar 04536-000 | São Paulo | SP Brasil
Telefone: (11) 3168-3655
  • ícone do facebook rodapé
  • ícone do instagram rodapé
  • ícone do linkedin rodapé
  • ícone do youtube rodapé
Fechar mapa do site

A Fundação

  • Quem somos
  • Quem foi Tide Setubal
  • História
  • Equipe e conselho
  • Transparência
  • Parcerias

Iniciativas

Galpão ZL

  • Galpão ZL
  • Agenda

Editais

  • Editais
  • Elas Periféricas
  • Matchfunding Enfrente
  • Traços

Atuação

  • Como atuamos
  • Prática de Desenvolvimento Local
    • Desenvolvimento Humano
    • Desenvolvimento Urbano
    • Desenvolvimento Econômico
  • Fomento a Agentes e Causas
    • Fortalecimento de organizações e lideranças periféricas
    • Apoio à pesquisa
    • Mobilização de ISP e da sociedade civil
    • Projetos apoiados
  • Programas de influência
    • Lideranças Negras e Oportunidades de Acesso
    • Planejamento e Orçamento público
    • Cidades e desenvolvimento urbano
    • Nova economia e desenvolvimento territorial
    • Democracia e cidadania ativa

Fundação em rede

Notícias

Conhecimento

  • Publicações
  • Artigos
  • Materiais de estudo

Imprensa

  • Contato de Imprensa
  • Releases
  • Na mídia

Contato

  • Ícone Facebook Rodapé
  • Ícone instagram Rodapé
  • Ícone linkedin Rodapé
  • Ícone youtube Rodapé
© Copyright 2026. Fundação Tide Setubal. Política de privacidade.
Desenvolvido por Espiral Interativa Link Externo

Nós utilizamos cookies para melhorar a experiência de usuários e usuárias que navegam por nosso site.
Ao clicar em "Aceitar todos os cookies", você estará concordando com esse armazenamento no seu dispositivo.
Para conferir como cuidamos de seus dados e privacidade, acesse a nossa Política de Privacidade.

Aceito o uso de cookies