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Em seminário, especialistas refletem sobre desenvolvimento sustentável nas metrópoles

@Comunicacao

22 de agosto de 2011
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O Fundo Zona Leste Sustentável (www.zlsustenta.org.br), em parceria com Fundação Tide Setubal e Universidade Cruzeiro do Sul, promoveu, no dia 17 de agosto, na capital paulista, o seminário Desenvolvimento sustentável em áreas metropolitanas: instrumentos de fomento e governança territorial. Estiveram presentes no encontro, no campus Liberdade da universidade, cerca de 120 pessoas entre profissionais de fundações, institutos, ONGs, iniciativa privada, estudantes, integrantes de governo e interessados no tema.

 

A proposta do evento foi reunir especialistas convidados e representantes do poder público e de organizações da sociedade civil para debaterem os instrumentos de suporte e fomento ao desenvolvimento local e para discutirem como construir processos de governança territorial que contribuam para melhorar uma região. Todo o conteúdo resultará em uma publicação em 2012, que auxiliará quem atua na área.

 

 

Pilares do desenvolvimento

 

Na abertura, Maria Alice Setubal, presidente do Conselho da Fundação Tide Setubal, destacou o desafio que é pensar o significado de desenvolvimento local sustentável, cujas dimensões são econômica, social, cultural e ambiental, sobretudo no contexto de uma cidade como São Paulo. “Também temos de buscar alternativas que dêem conta de novas formas de agir localmente e de estabelecer o diálogo entre o microterritório e o macro”.

 

A socióloga resumiu o processo de desenvolvimento de São Miguel Paulista, pontuando a chegada das grandes indústrias, como indutoras do crescimento local, e a nova configuração da região com o declínio industrial e ascensão do setor de comércio. Neste cenário, surgiu a iniciativa do Fundo ZL Sustentável. “Nossa questão é como, de forma sustentável, apoiar pequenos empreendedores da zona leste em um contexto de economia informal e com grande presença das redes varejistas, tendo como foco não só a geração de trabalho e renda, mas a ressignificação do capital social, a rearticulação com a vida sociocultural e as relações humanas”, problematizou Maria Alice.

 

Renato Padovese, pró-reitor de extensão e assuntos comunitários da Universidade Cruzeiro do Sul e presidente do Comitê Programático do Fundo, prosseguiu a apresentação inicial fazendo um balanço sobre o primeiro ano da iniciativa. Criado em 2010, o ZL Sustentável é um fundo patrimonial, gerido por organizações da sociedade civil, iniciativa privada, poder público e lideranças locais. Dentre seus objetivos estão fomentar uma cadeia produtiva na zona leste e financiar micro empreendimentos, contribuindo assim para o desenvolvimento local.

 

O primeiro edital selecionou 12 empreendimentos situados nas subprefeituras de São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo e Itaim Paulista para receber apoio técnico  e financeiro  — o valor total destinado foi cerca de R$ 348 mil. “Um dos diferenciais é o processo de incubação aberta desses projetos. A universidade, por meio da Empresa Júnior, dá assessoria econômica e financeira. Já o Sebrae-SP colabora na parte de gestão e marketing”, explicou Padovese.

 

 

Participação política e economia

 

Após essas exposições, o seminário contou com duas sessões, cada uma delas composta por mesa temática, seguida de debates. Pela manhã, Ladislau Dowbor, professor de administração e economia da PUC-SP; Luís Paulo Bresciani, secretário executivo do Consórcio Intermunicipal Grande ABC; e Ricardo Abramovay, professor de economia da FEA-USP, abordaram elementos para A construção da governança territorial, como a articulação dos três setores (público, privado e sociedade civil), democracia participativa e novo paradigma para o desenvolvimento sustentável.

 

À tarde, estiveram em pauta os Aspectos econômicos e o fomento ao desenvolvimento local sustentável. Nilton Castro Barbosa, gerente do Sebrae-SP, destacou as características e a importância da cultura do empreendedorismo. Foram ainda apresentados três cases: Fundo Zona Leste Sustentável, por Gabriel Ligabue, consultor da iniciativa; Banco do Povo Paulista, por Antônio Sebastião Teixeira Mendonça, diretor executivo do banco, pertencente ao governo do Estado de SP; e São Paulo Confia – Banco de Microcrédito da Cidade de São Paulo, por Marcos Cintra, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de São Paulo.

 

Segundo Lúcia Dellagnelo, fundadora e diretora do Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICom), facilitadora da primeira mesa, os questionamentos levantados nas exposições  foram:  como podemos criar o bem público? Quem define o que é qualidade de vida? E como fazer a gestão inteligente dos bens públicos?. “Outro destaque foi a forte necessidade de partirmos hoje para uma economia do conhecimento da natureza, ou seja, regenerativa, e não uma economia da destruição da natureza, de mera extração de recursos”.

 

Para Fernando Rossetti, secretário-executivo do GIFE e facilitador do último debate, o seminário articulou visões sobre território, participação política e desenvolvimento econômico.“Observamos que o desenvolvimento só será sustentável com o envolvimento econômico e político das pessoas mais pobres da sociedade. O evento abordou essas duas dimensões: como fomentar o desenvolvimento econômico na base da pirâmide, com microcrédito e outras formas de financiamento, e como estimular a participação política na construção do desenvolvimento dessas comunidades. Ainda destacaram a centralidade da educação neste processo todo”, enfatizou.

 

 

Lançamento de relatório

 

Na ocasião, também foi lançado o Relatório de Atividades 2010/2011 do Fundo Zona Leste Sustentável. Com fotos, tabelas e quadros ilustrativos, a publicação apresenta a origem da iniciativa, o funcionamento de sua gestão e a prestação de contas financeiras do biênio. Reporta também o processo de elaboração do Edital 2011, critérios de seleção dos projetos apoiados e atividades com os primeiros empreendedores apoiados. O relatório está disponível para download no site: www.zlsustentavel.org.br

 

 

Acompanhe os destaques das duas mesas de debates:

 

Construção de governança territorial é tema da primeira sessão

 

Experiências de fomento ao empreendedorismo são apresentados ao público

 

Confira depoimentos de quem participou do evento

 


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