Fundação Tide Setubal
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Territórios Clínicos

O projeto Territórios Clínicos visa desenvolver e fomentar propostas que promovam a circulação e a ampliação de práticas no campo da saúde mental nos diversos territórios periféricos, sobretudo em âmbito psicanalítico, como forma de democratizar e descentralizar a produção de conhecimento e o atendimento psíquico.

A atuação do Territórios Clínicos é pautada por cinco princípios norteadores:

  • Ampliar a atuação, o diálogo e o alcance da psicanálise e do cuidado com a saúde mental nas políticas públicas;
  • Descentralizar e democratizar o acesso da população ao atendimento psicológico e/ou psicanalítico seja ele individual, grupal ou como dispositivo de elaboração psíquica.;
  • Apoiar formação de profissionais da saúde mental, sobretudo quem enfrenta dificuldades socioespaciais, periféricas e raciais;
  • Incentivar pesquisas no campo de saúde mental que incidam e dialoguem com o território, as periferias, as questões de raça e de gênero;
  • Apontar a importância do investimento e do trabalho no campo da saúde mental, ao trazer esse tema para o debate em diferentes espaços.

O trabalho do projeto Territórios Clínicos abrange o mapeamento de projetos, iniciativas e coletivos que prestam atendimento psicanalítico à comunidade.

 

O fomento

O projeto Territórios Clínicos conta também com uma linha de fomento por meio da qual são apoiados projetos, pesquisas teóricas, grupos, iniciativas e coletivos dos diversos territórios atuantes no campo da saúde mental.

Na primeira chamada do edital, no biênio 2021/2022, as organizações potencializadas foram convidadas a participar por meio de carta-convite. Já em 2023, o projeto Territórios Clínicos fará um edital, em formato de matchfunding, para ampliar o número de iniciativas apoiadas e diversificar os grupos apoiados atuantes no campo psicossocial.

As ações apoiadas no biênio 2021/2022 são:

  • Casa de Marias: localizada na periferia leste de São Paulo, a Casa de Marias conta com equipe composta por 26 psicoterapeutas, de maioria negra e periférica, atuando nas mais diversas abordagens teórico-clínicas. Com o fomento, o projeto, que prevê a execução de mais de 20 projetos diferentes ao longo de 2021 sob os eixos atendimento clínico, formação e pesquisa, pretende impulsionar sonhos e tirar do papel projetos que atuarão junto a mulheres negras e periféricas.
  • Grupo Veredas – Psicanálise e Imigração: o grupo atua há mais de 15 anos com a população imigrante da cidade de São Paulo e região e com redes e profissionais que desenvolvem ações de acolhimento, defesa de direitos e atendimento a essa população. O projeto visa aprofundar e segmentar atividades já desenvolvidas, para ampliar o escopo de casos atendidos; promover debates públicos, científicos e culturais sobre a causa; aprimorar redes; sustentar formação continuada e potencializar lideranças.
  • Instituto AMMA Psique e Negritude: ao partir da constatação empírica e teórica de que o racismo apresenta efeitos subjetivos, desdobrando em elaborações e identificações das mais variadas ordens, como continuidade do curso teórico-vivencial, a formação do instituto se propõe a discutir intervenções clínicas pautadas pela compreensão dos processos intrapsíquicos, grupais e institucionais acerca do racismo e suas intersecções. O projeto é dirigido ao público interessado na interface do cuidado em saúde mental no âmbito público e privado.
  • Margens Clínicas: ao partir da premissa que os efeitos psicossociais da violência, sobretudo de Estado, aleijam os sujeitos da sensibilidade, criatividade e capacidade de expressão e autonomia, pretende-se, com base na teoria e prática psicanalítica, capacitar gestores, profissionais dos serviços públicos do SUS e SUAS e e agentes do território, por meio de métodos clínicos, individuais e comunitários, para uma escuta eticamente orientada, que considere o sujeito desde a perspectiva de saúde integral.
  • PerifAnálise: o projeto visa aproximar a prática psicanalítica das periferias, e as periferias da prática psicanalítica, para torná-la disponível e acessível para além das centralidades. O foco consiste na democratização dos saberes e das subjetividades periféricas. A iniciativa acredita também que a escola pública é um espaço potente para a democratização da psicanálise, reconhecendo suas contribuições para o desenvolvimento humano em que possa se servir da ética psicanalítica.
  • Roda Terapêutica das Pretas: a iniciativa surge da demanda de romper com uma sociedade desigual, ao oferecer escuta e acolhimento a mulheres negras para o exercício de cuidado da saúde desse grupo. A existência deste projeto visa construir espaços de acolhimento, identificação e potência para as mulheres atendidas por meio de grupos terapêuticos e oficinas ministrados por psicólogas negras e em seus próprios territórios, o direito ao cuidado de sua saúde mental e emocional com acompanhamento de profissionais que têm escuta atenta às questões de gênero, raça, classe, territorialidade e sexualidade.
  • SUR Psicanálise: o projeto visa desenvolver novos dispositivos clínicos de atendimento em psicanálise nos territórios periféricos da cidade e desenvolver escuta territorial, buscando captar as principais demandas em saúde mental nas zonas sul e leste de São Paulo. A partir da escuta territorial serão construídos dispositivos de atendimento online para contemplar a demanda encontrada.

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