Fundação Tide Setubal
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Fundação lança livro com amplo debate sobre desenvolvimento local

@Comunicacao

25 de março de 2010
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A partir da esquerda: Lucia Dellagnelo, Regina Cabral, Maria Alice Setubal e Eduardo Szazi, durante encontro sistematizado em publicação que será lançada no 6º Congresso do GIFE (Foto: Gustavo Porto)

No dia 8 de abril, durante o 6° Congresso GIFE, que acontecerá no Rio de Janeiro, será lançado o livro “Desenvolvimento Local e Fundações Comunitárias em Áreas Urbanas: Desafios e Oportunidades”. A publicação traz a íntegra de um encontro sobre desenvolvimento local e experiências de fundações comunitárias no Brasil, ocorrido em outubro passado, na capital paulista, e realizado pela Fundação Tide Setubal, em parceria com o próprio GIFE.

“Estamos contribuindo para amadurecer a discussão sobre fundo comunitário e fundações comunitárias que é recente no Brasil”, destaca Maria Alice Setubal, fundadora e presidente do Conselho da Fundação Tide Setubal. Na ocasião do encontro, especialistas e pesquisadores foram convidados a expor e discutir a articulação entre organizações da sociedade civil, empresas, poder público e demais atores locais, de maneira a potencializar as ações no território.

Para Fernando Rossetti, secretário-geral do GIFE, a relevância da nova publicação está em organizar os conhecimentos de algumas das principais lideranças sociais da área. “Não há praticamente qualquer material brasileiro produzido sobre esses temas. É algo fronteiriço, onde já existe bastante conhecimento produzido na prática, mas muito pouco sistematizado.”

Segundo Maria Alice, do ponto de vista histórico, essa falta de material se explica um tanto pelo fato de o Brasil não ter tradição em propostas de fundações. “Aqui, temos mais institutos e associações. Até porque, a criação de uma fundação requer um fundo patrimonial e não contamos com incentivos fiscais ou qualquer tipo de dedução tributária nesse sentido”, analisa Maria Alice. Ela recorda que a prática brasileira para o Terceiro Setor é marcada pelo investimento de curto prazo devido a décadas de inflação. “Hoje, entretanto, com a estabilidade da moeda e maior conscientização sobre a responsabilidade social de longo prazo, pensa-se na questão do fundo como um compromisso maior das instituições diante da sociedade.”

O secretário geral do GIFE lembra, também, que os países onde as fundações comunitárias mais se disseminaram, como os da América do Norte, têm culturas mais participativas. “Essas diferenças culturais em geral determinam a maneira como o investimento social privado ocorre”, ressalta Rossetti.


Plenária de abertura no Rio

No 6° Congresso sobre Investimento Social Privado, cujo tema é “Visões para 2020”, o GIFE apresentará uma análise do contexto atual do setor, além de tendências e desafios para os próximos dez anos. “Atualmente, no Brasil, trabalha-se basicamente com recortes geográficos, além do tradicional recorte temático. Em determinadas comunidades, a questão do desenvolvimento local é central. Assim, a construção de fundações comunitárias coloca-se como uma das estratégias mais interessantes para o empoderamento da comunidade na gestão dos recursos para seu desenvolvimento”, adianta Rossetti.

Em 8 de abril, durante a plenária de abertura, intitulada “Visões para o Investimento Social Privado 2020”, estarão em debate os rumos a serem seguidos pelas organizações do Terceiro Setor na próxima década. Os palestrantes serão Bradford Smith, presidente da Foundation Center; Hugo Barreto, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho; Sérgio Amoroso, fundador da Fundação Orsa; Fernando Rossetti, do GIFE; e Maria Alice Setubal, da Fundação Tide Setubal.

Maria Alice acredita ser de vital importância pensar o desenvolvimento local e sustentável, as fundações comunitárias e os diferentes modelos para se atuar em função da problemática social. A expectativa de Rossetti é que o público conheça as diferentes experiências e questões, para, assim, conseguir posicionar suas próprias instituições.


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