Fundação Tide Setubal
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Fundação Tide Setubal fortalece o desenvolvimento social e esportivo na zona leste

Prática de Desenvolvimento Local

26 de março de 2024
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Impulsionar o desenvolvimento social e esportivo no Jardins Lapena, Miragaia e Jardim Helena, na zona leste de São Paulo, tem sido um dos focos de fortalecimento da Fundação com a comunidade. Por meio de parcerias estratégicas e projetos inovadores, a fundação tem buscado não apenas incentivar a prática esportiva, mas também promover a inclusão social e o fortalecimento comunitário.

 

No Brasil, o esporte é muito mais do que apenas uma atividade física. Trata-se de uma ferramenta poderosa para promover inclusão social, saúde e até mesmo oportunidades econômicas. No entanto, quando olhamos para a distribuição dos recursos da Lei de Incentivo ao Esporte (LIE), a realidade é desigual, especialmente nas periferias brasileiras.

 

A criação da Lei nº 11.438/06, conhecida como Lei de Incentivo ao Esporte, teve como objetivo de fomentar a prática esportiva em todas as camadas da sociedade, por meio de incentivos fiscais para empresas que investem em projetos esportivos.

 

No entanto, a implementação dessa lei revela uma disparidade gritante: uma porcentagem ínfima desses recursos chega efetivamente às periferias, onde o acesso ao esporte e à infraestrutura é limitado. Assim sendo, o quadro mostra que medidas e parcerias são necessárias para fomentar o desenvolvimento social e esportivo em territórios vulnerabilizados.

 

Marcelo Ribeiro, coordenador de Prática Local da Fundação Tide Setubal, comenta sobre o papel estratégico da Lei de Incentivo ao Esporte. “A Lei de Incentivo ao Esporte é importante, mas tem toda uma discussão sobre quem é que tem acesso. Quem tem condições de escrever um projeto e captar esse recurso são aquelas instituições mais estruturadas. Por isso, nós, do selo Esporte da área de Prática Local, decidimos agir nessa direção.”

 

 

 

Marcelo Ribeiro, coordenador de Prática de Desenvolvimento Local da Fundação Tide Setubal, fala sobre acesso ao esporte e mudança social

 

 

Desenvolvimento social e esportivo na prática

Visando fortalecer essas comunidades, a Fundação Tide Setubal, por meio da equipe de Prática Local, trouxe a Fonseca Projetos para apoiar as ações no território. Robson Costa, consultor social da Fonseca, descreve o plano de ação para apoiar iniciativas voltadas ao desenvolvimento social e esportivo no território.“Por meio de projetos apoiados pela Lei de Incentivo ao Esporte, tem sido possível mobilizar recursos significativos para impulsionar atividades esportivas nas periferias. Junto à Fundação Tide Setubal, temos nos empenhado na captação e elaboração de projetos para angariar recursos, ampliando assim o alcance e impacto de suas ações”, destaca.

 

A discrepância na distribuição dos recursos da LIE reflete não apenas uma falha no sistema para aplicá-la. Tamanha disparidade evidencia também as desigualdades estruturais presentes na sociedade brasileira. As periferias, historicamente negligenciadas em termos de investimento em infraestrutura e oportunidades, continuam a ser deixadas para trás, mesmo quando se trata de programas destinados a promover bem-estar e desenvolvimento social.

 

Desse modo, com essas ações da Fundação e da Fonseca, nos últimos três anos, mais de R$ 300 mil já foram destinados a ações e organizações atuantes na região. Alguns exemplos são a Sociedade Amigos do Jardim Lapenna, CDC Jardim Helena, Miragaia e o time Vamo que Vamo, revertendo a tendência dessa política pública.

 

De acordo com Robson, as organizações “passaram por um processo de formação, depois pela organização dos documentos. Aí, então, elaboramos o projeto junto com a organização e depois de aprovado, contribuímos para a captação e monitoramento do projeto.”

 

Destinando recursos e ferramentas sociais

Uma das iniciativas mais emblemáticas consiste no projeto desenvolvido em parceria com a Sociedade Amigos do Jardim Lapenna. Sob a liderança do presidente Cleiton da Silva, o Kaki, o projeto tem como objetivo central envolver os jovens em atividades esportivas e educativas.

 

“Atuamos com uma média de 240 jovens atendidos. Nosso projeto visa não apenas ensinar habilidades esportivas, mas também promover valores como disciplina, responsabilidade e integração comunitária. Os valores conseguidos pela Lei são fundamentais na continuidade das ações”, explica Kaki.

 

Nesse sentido, é crucial reconhecer que o acesso ao esporte não é apenas uma questão de lazer. Por fim, trata-se também de uma questão de direitos humanos e justiça social. A ação intencional, como a realizada pela Fundação Tide Setubal, ajuda a desconcentrar os recursos da LIE das áreas mais privilegiadas, evitando a perpetuação de um ciclo de desigualdades.

 

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Por Daniel Cerqueira


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